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Reino Unido se beneficia inesperadamente com acordo comercial entre EUA e UE

Novo acordo comercial reduz tarifas para produtos britânicos e europeus, podendo transformar o cenário de exportações para os EUA.

Keir Starmer, primeiro-ministro do Reino Unido, à esquerda, e o presidente dos EUA, Donald Trump, antes de sua reunião no campo de golfe Trump Turnberry em Turnberry, Escócia, na segunda-feira, 28 de julho de 2025. (Foto: Tolga Akmen/EPA/Bloomberg via Getty Images)
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  • Um novo acordo comercial entre a União Europeia (UE) e os Estados Unidos estabelece tarifas de 15% para produtos da UE e 10% para os do Reino Unido.
  • A diferença nas tarifas pode tornar os produtos britânicos mais competitivos no mercado americano.
  • O economista-chefe da Investec, Philip Shaw, afirmou que o Reino Unido se beneficia com exportações mais baratas em comparação com as da UE.
  • A advogada de comércio internacional Beth McCall alertou que, apesar das tarifas mais baixas, o ambiente comercial continua desafiador.
  • Os efeitos do acordo podem demorar a ser sentidos, e as empresas já indicaram que as tarifas podem afetar seus lucros.

O novo acordo comercial entre a União Europeia (UE) e os Estados Unidos estabelece tarifas de 15% para produtos da UE e 10% para os do Reino Unido, o que pode beneficiar o comércio britânico. A mudança ocorre em um contexto onde a UE enfrentava a ameaça de tarifas de até 30% durante a administração Trump.

Especialistas apontam que a diferença nas tarifas pode tornar os produtos britânicos mais atraentes para os consumidores americanos. Philip Shaw, economista-chefe da Investec, afirmou que “o Reino Unido se beneficia”, pois suas exportações para os EUA se tornam relativamente mais baratas em comparação com as da UE. Alex Altmann, da Lubbock Fine LLP, destacou que a menor tarifa do Reino Unido pode incentivar empresas da UE a transferirem parte de sua produção para o país.

Além disso, o acordo da UE com os EUA evita um cenário mais severo de tarifas, o que poderia ter impactado negativamente a economia britânica. Shaw ressaltou que a UE conseguiu escapar de uma possível recessão, o que é positivo para o Reino Unido, já que a queda nas exportações para a UE poderia ser evitada.

Entretanto, a advogada de comércio internacional Beth McCall alertou que, apesar das tarifas mais baixas, tanto o Reino Unido quanto a UE ainda enfrentam um ambiente comercial desafiador. A diferença de 5% nas tarifas pode não ser suficiente para atrair rapidamente importadores dos EUA, uma vez que contratos existentes ainda precisam ser cumpridos.

Os efeitos do novo acordo podem levar tempo para serem sentidos, e as empresas já sinalizaram que as tarifas podem impactar seus lucros. A situação permanece em evolução, com detalhes do acordo ainda a serem definidos.

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