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Taxação de Trump pode aumentar custos de operação em data centers

Setor de data centers no Brasil busca incentivos fiscais urgentes para impulsionar investimentos e regulamentações necessárias.

A previsão é de que, até 2035, 13 gigawatts (GW) sejam instalados no País em data centers (Foto: .shock/Adobe Stock)
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  • O setor de data centers no Brasil registrou um aumento no número de pedidos para instalação de novas unidades, passando de um pedido em 2020 para 52 solicitações em 2025.
  • A previsão é que até 2035 sejam instalados 13 gigawatts (GW) em data centers, mas isso depende de regulamentações mais ágeis.
  • O setor pediu ao governo a criação da medida provisória chamada ReData, que visa oferecer incentivos fiscais para atrair investimentos.
  • A alta nas tarifas de importação dos Estados Unidos impacta a aquisição de hardware, já que o país é o principal fornecedor.
  • O Nordeste é visto como uma região promissora para data centers devido à sua abundância de energia renovável, e a extensão de benefícios fiscais das Zonas de Processamento de Exportação (ZPE) pode impulsionar o setor.

O setor de data centers no Brasil enfrenta um momento crítico, com um aumento significativo no número de pedidos para instalação de novas unidades. Em 2020, o Ministério de Minas e Energia recebeu o primeiro pedido; em 2024, esse número saltou para 12, e em 2025 já são 52 solicitações. A previsão é que até 2035 sejam instalados 13 gigawatts (GW) em data centers no país, mas a concretização desse potencial depende da agilidade nas regulamentações.

Recentemente, o setor solicitou ao governo a criação de uma medida provisória, conhecida como ReData, que ofereça incentivos fiscais para atrair investimentos. A demanda surge em resposta ao aumento das tarifas de importação nos Estados Unidos, que afeta diretamente a aquisição de hardware, já que o país é o principal fornecedor. João Pedro Assis, sócio da área de Energia do escritório Lobo de Rizzo, destacou que a regulamentação é essencial para que o Brasil possa diversificar seus mercados e aproveitar sua abundância de energia limpa.

Desafios e Oportunidades

A falta de regulamentação e a fragilidade das agências reguladoras, como a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), são apontadas como obstáculos para o avanço do setor. Assis mencionou que cortes orçamentários na Aneel têm gerado preocupação, pois podem atrasar a análise de pautas importantes, como a regulamentação de baterias para armazenamento de energia.

Além disso, o Nordeste se destaca como uma região promissora para a instalação de data centers devido à sua abundância energética. A combinação de energia renovável com soluções de armazenamento, como baterias, é vista como uma estratégia viável para garantir a segurança energética necessária para esses projetos.

Incentivos Fiscais e Zonas de Processamento

Outra alternativa para impulsionar o setor é a extensão dos benefícios fiscais das Zonas de Processamento de Exportação (ZPE) a data centers que utilizem energia renovável. A recente medida provisória 1.307/2025, que já beneficia projetos no Ceará, pode ser replicada em outras ZPEs em diferentes estados. Assis ressaltou que, embora essa estratégia seja positiva, não substitui a necessidade de um pacote nacional de incentivos.

O apelo do setor por incentivos fiscais e regulamentação adequada é um passo crucial para garantir que o Brasil não perca a oportunidade de se tornar um hub de tecnologia e inovação na América Latina. A capacidade de transformar sua infraestrutura energética em um atrativo para investimentos internacionais pode ser decisiva para o futuro do setor de data centers no país.

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