- A Kering, controladora da Gucci, anunciou uma queda de 15% nas vendas no segundo trimestre de 2025, com a Gucci apresentando uma redução de 25% nas receitas, totalizando 1,46 bilhão de euros.
- O desempenho negativo ocorreu em todas as regiões, especialmente na Ásia-Pacífico e Japão, com os mercados da China e dos Estados Unidos sob pressão.
- O presidente e CEO da Kering, François-Henri Pinault, reconheceu que os resultados ficaram abaixo das expectativas, mas acredita que os esforços dos últimos dois anos criaram bases para um crescimento sustentável.
- As ações da Kering caíram 8% no acumulado do ano, refletindo a preocupação dos investidores. Luca de Meo foi nomeado novo CEO, com início previsto para 15 de setembro.
- O novo CEO enfrentará desafios como tarifas de 15% sobre importações para os Estados Unidos e a necessidade de revitalizar a imagem da Gucci, com uma nova coleção prevista para o início de 2026.
A Kering, grupo francês que controla a Gucci, anunciou uma queda de 15% nas vendas no segundo trimestre de 2025, com a marca Gucci enfrentando uma redução de 25% em suas receitas, totalizando 1,46 bilhão de euros. O desempenho negativo foi observado em todas as regiões, com destaque para a Ásia-Pacífico e Japão, enquanto os mercados da China e dos Estados Unidos continuam sob pressão.
O presidente e CEO da Kering, François-Henri Pinault, reconheceu que os resultados ficaram abaixo das expectativas. Ele afirmou que, apesar dos números insatisfatórios, os esforços realizados nos últimos dois anos estabeleceram bases para um crescimento sustentável. “Embora os números que apresentamos estejam aquém do nosso potencial, acreditamos que os esforços abrangentes dos últimos dois anos criaram bases sólidas para os próximos estágios do desenvolvimento da Kering,” declarou.
As ações da Kering caíram 8% no acumulado do ano, refletindo a preocupação dos investidores com a capacidade da empresa de reverter a tendência de vendas fracas. Em junho, a Kering anunciou a nomeação de Luca de Meo como novo CEO, com início previsto para 15 de setembro. A nomeação trouxe um otimismo moderado ao mercado, dado o histórico de De Meo na recuperação de negócios.
Desafios à Vista
O novo CEO enfrentará um cenário desafiador, incluindo a perspectiva de tarifas de 15% sobre importações para os Estados Unidos e incertezas nos gastos dos consumidores, especialmente na China. A diretora financeira da Kering, Armelle Poulou, afirmou que a tarifa pode ser administrada com ajustes de preços, considerando novos aumentos a partir de setembro.
Analistas destacam que o maior desafio da Kering será revitalizar a imagem da Gucci sob a direção artística de Demna Gvasalia. Francesca Bellettini, vice-CEO, informou que uma prévia da nova visão para a Gucci será apresentada em setembro, com o lançamento completo da coleção previsto para o início de 2026. “Trazer novidades, algo novo e nunca visto antes, é o que pode tornar a Gucci grande novamente,” afirmou Carole Madjo, do Barclays.
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