- O Brasil busca uma nova posição na produção global de semicondutores, focando na revitalização do Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec).
- O país pretende desenvolver uma política industrial de longo prazo, visando nichos estratégicos.
- A competição entre Estados Unidos e China no setor de tecnologia e semicondutores está aumentando.
- Especialistas apontam que o Brasil enfrenta desafios, como a falta de uma política industrial robusta e problemas de gestão no Ceitec.
- O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) está realizando estudos para retomar a atuação do Ceitec e estabelecer acordos bilaterais na área de microeletrônica.
O Brasil está buscando uma nova posição no cenário global da produção de semicondutores, com foco na revitalização do Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec) e na formulação de uma política industrial de longo prazo. A iniciativa surge em meio a um contexto de crescente competição entre potências como Estados Unidos e China, que intensificam suas disputas geopolíticas e tecnológicas.
A indústria de semicondutores, essencial para a fabricação de dispositivos eletrônicos, é dominada pela TSMC, que responde por cerca de 60% da produção global. A pandemia de Covid-19 evidenciou a fragilidade das cadeias produtivas, com a escassez de chips impactando diversos setores. Os EUA, sob a administração de Joe Biden, têm investido mais de US$ 50 bilhões para aumentar a produção local e reduzir a dependência de fornecedores asiáticos, enquanto a China busca autossuficiência tecnológica.
Especialistas alertam que o Brasil enfrenta desafios significativos. Apesar de contar com talentos e demanda interna, o país carece de uma política industrial robusta. André Gildin, da consultoria RKKG, destaca que a falta de uma visão integrada pode deixar o Brasil à margem da corrida pela inteligência artificial (IA) generativa. O Ceitec, que já desenvolveu chips para aplicações específicas, não conseguiu escalar sua produção devido a problemas de gestão.
Oportunidades e Desafios
A discussão sobre a produção nacional de chips ganhou força com o avanço tecnológico. Para competir, o Brasil precisa focar em nichos estratégicos, articulando incentivos públicos e formação de talentos. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) já anunciou estudos para retomar a atuação do Ceitec e estabelecer acordos bilaterais na área de microeletrônica.
A colaboração internacional é vista como essencial para o sucesso. Gildin enfatiza que o futuro da indústria de semicondutores dependerá da capacidade de inovação, escala de produção e resiliência geopolítica. O Brasil tem a chance de se tornar uma potência em treinamento de modelos e algoritmos, aproveitando sua matriz energética favorável e a necessidade crescente de infraestrutura de data centers.
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