- A ministra do Planejamento, Simone Tebet, destacou a importância de fortalecer os laços comerciais do Brasil com Mercosul e Brics.
- A declaração ocorreu durante o Seminário de Logística no Brasil, em São Paulo.
- Tebet apontou que o Brasil é deficitário na balança comercial com os Estados Unidos, ao contrário de economias como a União Europeia e o Japão.
- Ela mencionou que a dependência do agronegócio é alta, com quase 50% das exportações brasileiras destinadas a países asiáticos.
- A ministra defendeu a criação de rotas de integração, especialmente pelo Pacífico, para aumentar a competitividade dos produtos brasileiros até 2025.
A ministra do Planejamento, Simone Tebet, destacou a necessidade de fortalecer os laços comerciais do Brasil com blocos como Mercosul e Brics, em meio a desafios impostos pelas tarifas dos Estados Unidos. Durante o Seminário de Logística no Brasil, realizado em São Paulo, ela enfatizou que a situação comercial do Brasil é distinta da de outras economias, como a União Europeia e o Japão, onde os EUA apresentam superávit.
Tebet ressaltou que, ao contrário dessas economias, o Brasil é deficitário em sua balança comercial com os Estados Unidos. “De dez dos maiores produtos que importamos dos Estados Unidos, oito já têm tarifa zero”, afirmou. A ministra questionou o real interesse dos EUA nas discussões tarifárias, sugerindo que não se trata apenas de balança comercial.
Integração e Logística
A ministra também mencionou a dependência do Brasil em relação ao agronegócio, com quase 50% das exportações destinadas a países asiáticos e apenas 10% aos Estados Unidos. Para melhorar a competitividade dos produtos brasileiros, ela defendeu a importância de rotas de integração, especialmente pelo Pacífico, que devem ser inauguradas até 2025.
“Precisamos chegar mais rápido e de forma mais eficiente à Ásia”, destacou. A logística é vista como um fator crucial para garantir que os produtos brasileiros possam competir em mercados internacionais. O evento contou com a presença de outros ministros, como Renan Filho, de Transportes, e Silvio Costa Filho, de Portos e Aeroportos, que também discutiram a relevância da infraestrutura para o comércio exterior.
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