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Certificação B se destaca no Brasil e orienta estratégias de grandes empresas

Empresas B crescem no Brasil com grandes marcas adotando a certificação, que exige compromissos profundos em sustentabilidade e impacto social.

Empresas B: certificação global impulsiona práticas de sustentabilidade no Brasil. (Foto: Reprodução)
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  • O movimento de Empresas B, que avalia práticas de sustentabilidade e impacto social, possui cerca de 340 empresas certificadas no Brasil e quase 10 mil no mundo.
  • A certificação ganhou destaque após a pandemia, com grandes empresas como Danone e Natura se unindo ao movimento.
  • Um painel mediado por Onara Lima, fundadora da ESG Advisory, discutiu a importância da certificação, com a participação de Mário Rezende, vice-presidente de Sustentabilidade da Danone, Cinthia Gherardi, co-diretora executiva do Sistema B Brasil, e Fernanda Facchini, head de Mudanças do Clima da Natura.
  • Cinthia Gherardi afirmou que a demanda por certificação continua a crescer, mesmo com debates sobre a rentabilidade do ESG.
  • Apenas 3% das empresas que iniciam o processo de certificação conseguem a pontuação mínima necessária.

O movimento de Empresas B, que avalia práticas de sustentabilidade e impacto social, já conta com cerca de 340 empresas certificadas no Brasil e quase 10 mil no mundo, crescendo anualmente. A certificação ganhou destaque após a pandemia, com grandes corporações como Danone e Natura se unindo ao movimento, demonstrando um compromisso crescente com a responsabilidade social.

Recentemente, um painel mediado por Onara Lima, fundadora da ESG Advisory, destacou a importância da certificação. Participaram do debate Mário Rezende, vice-presidente de Sustentabilidade da Danone, Cinthia Gherardi, co-diretora executiva do Sistema B Brasil, e Fernanda Facchini, head de Mudanças do Clima da Natura. Cinthia ressaltou que, apesar das discussões sobre a rentabilidade do ESG, a procura por certificação continua a crescer. Mais de 85% das Empresas B brasileiras são pequenas e médias, mas grandes corporações também estão aderindo ao modelo.

A Danone, que se certificou em 2021, mantém a primeira planta “triple zero” do grupo, que não gera resíduos e utiliza energia solar. Mário Rezende afirmou que a certificação é parte de uma jornada de mais de 50 anos de compromisso ambiental. Ele enfatizou que os consumidores valorizam iniciativas sustentáveis e que o desafio é amplificar esse reconhecimento.

Fernanda Facchini destacou que a certificação fortalece o diálogo com investidores e institucionaliza a agenda de sustentabilidade da Natura, que já passou por quatro recertificações. O painel enfatizou que o selo exige compromissos profundos, sendo legalmente vinculante. Apenas 3% das empresas que iniciam o processo conseguem a pontuação mínima para a certificação. Onara Lima concluiu que a sustentabilidade deve ser vista como uma questão de eficiência operacional, onde gerenciar resíduos pode revelar ineficiências nos processos.

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