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Empresas reagem com lay-off e cortes após aumento de tarifas em suas operações

Tarifa de 50% imposta pelos EUA provoca demissões e férias coletivas no setor madeireiro, afetando 600 trabalhadores em Santa Catarina e Paraná.

Redução do emprego é um dos principais efeitos da taxação (Foto: Reinaldo Canato/VEJA.com)
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  • A Impumirim Portas e Molduras, de Santa Catarina, concedeu férias coletivas a 500 funcionários devido ao tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
  • A empresa exporta 95% de sua produção para o mercado americano e enfrenta dificuldades de competitividade.
  • No Paraná, a Sudati demitiu 100 trabalhadores em resposta ao mesmo cenário.
  • A Confederação Nacional da Indústria (CNI) prevê uma redução de R$ 19,2 bilhões no PIB brasileiro e queda no emprego industrial devido à taxação.
  • O professor Ricardo Calcini, do Insper, sugere medidas como banco de horas e lay-off para mitigar os impactos no emprego e pede ações do governo para preservar postos de trabalho.

Em Santa Catarina, a Impumirim Portas e Molduras anunciou férias coletivas para 500 funcionários devido ao impacto do tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A empresa, que exporta 95% de sua produção para o mercado americano, enfrenta dificuldades significativas na competitividade.

No Paraná, a situação é semelhante. A Sudati, também do setor madeireiro, demitiu 100 trabalhadores em resposta ao mesmo cenário. Esses eventos refletem um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que prevê uma redução de R$ 19,2 bilhões no PIB brasileiro e uma queda no emprego industrial como consequências diretas da taxação.

Impacto no Emprego

O professor do Insper, Ricardo Calcini, alerta que o efeito do tarifaço pode se estender além das empresas exportadoras, afetando toda a cadeia produtiva. Ele destaca que fornecedores e parceiros comerciais também sentirão a queda na demanda. A implementação do tarifaço, que começa em primeiro de setembro, pode levar as empresas a adotar medidas como demissões e férias coletivas para mitigar custos.

Calcini sugere que é crucial que empresas e sindicatos reativem mecanismos de negociação para proteger o emprego. Ele enfatiza que o governo deve agir rapidamente, oferecendo alívio creditício e tributário e implementando medidas para preservar os postos de trabalho.

Alternativas Trabalhistas

Dentre as alternativas trabalhistas, o professor menciona o uso de banco de horas, lay-off e contratos de trabalho intermitente como formas de reduzir custos. O banco de horas, por exemplo, pode permitir que os empregados reduzam a jornada agora e compensem horas mais tarde. Além disso, a adoção de jornadas parciais pode ser uma solução viável, desde que haja concordância dos sindicatos.

Essas medidas, se implementadas, podem ajudar a suavizar o impacto do tarifaço e garantir que as empresas se mantenham operacionais durante esse período desafiador. A situação exige uma resposta coordenada entre o setor privado e o governo para evitar uma crise mais profunda no mercado de trabalho.

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