- Katy Punch, bibliotecária na Carolina do Norte, aguarda a aprovação de seu pedido de perdão de dívidas estudantis pelo programa de Perdão de Empréstimos para Servidores Públicos (PSLF).
- O PSLF permite o perdão de dívidas após 120 pagamentos, mas Punch enfrenta atrasos devido a um acúmulo de solicitações no Departamento de Educação.
- O programa Saving on a Valuable Education (SAVE) foi colocado em forbearance em 2024, interrompendo o progresso de Punch, que estava a cinco pagamentos do perdão de aproximadamente R$ 30 mil.
- Atualmente, há cerca de 65.448 pedidos de “buyback” pendentes no Departamento de Educação, um aumento significativo desde maio, quando eram quase 59 mil.
- A vice-secretária de imprensa do Departamento, Ellen Keast, afirmou que a administração está trabalhando para resolver o backlog, mas a situação continua crítica.
Katy Punch, bibliotecária na Carolina do Norte, enfrenta atrasos na aprovação de seu pedido de perdão de dívidas estudantis pelo programa de Perdão de Empréstimos para Servidores Públicos (PSLF). Este programa, criado em 2007, permite que funcionários de organizações sem fins lucrativos e do governo tenham suas dívidas canceladas após 120 pagamentos. No entanto, a situação se complicou devido a um acúmulo de solicitações no Departamento de Educação, agravado por cortes de pessoal durante a administração Trump.
Punch, que estava a apenas cinco pagamentos de eliminar uma dívida de aproximadamente 30 mil dólares, viu seu progresso interrompido quando o programa Saving on a Valuable Education (SAVE) foi colocado em forbearance em 2024. Essa pausa, resultante de desafios políticos, fez com que sua elegibilidade para o perdão fosse adiada. Ela submeteu um pedido de “buyback” em novembro, mas, após oito meses, ainda não recebeu resposta.
Atualmente, cerca de 65.448 pedidos de buyback estão pendentes no Departamento de Educação, conforme documentos judiciais. A situação se agravou desde maio, quando quase 59 mil aplicações estavam sob revisão. A vice-secretária de imprensa do Departamento, Ellen Keast, afirmou que a administração está trabalhando para resolver o backlog, mas a situação permanece crítica. Especialistas em educação, como Mark Kantrowitz, destacam que a lentidão no processamento das solicitações é inaceitável e prejudica os devedores.
A falta de pessoal no Departamento de Educação, resultado de demissões em massa, contribui para o atraso. Stephanie Sampedro, ex-funcionária da agência, ressaltou que a espera por alívio financeiro afeta a vida de muitos, dificultando o planejamento futuro. Enquanto isso, os devedores enfrentam a pressão de continuar pagando dívidas que acreditam não dever mais, o que pode impactar suas finanças e planos de vida.
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