- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou tarifas de 50% sobre produtos do Brasil e 15% sobre produtos da Coreia do Sul.
- O acordo com a Coreia do Sul inclui investimentos de US$ 350 bilhões e a compra de US$ 100 bilhões em gás natural liquefeito.
- A tarifa de 15% foi estabelecida após meses de negociações e evita uma taxa de 25% que poderia ser aplicada em agosto.
- Trump também confirmou um acordo com o Paquistão no setor petrolífero, sem detalhes sobre tarifas.
- As novas tarifas entrarão em vigor em 6 de agosto e não afetarão doações humanitárias.
No mesmo dia em que anunciou tarifas de 50% sobre produtos do Brasil, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou um acordo comercial com a Coreia do Sul. A nova tarifa de 15% sobre as exportações sul-coreanas visa facilitar investimentos de US$ 350 bilhões nos EUA. Trump também mencionou um acordo com o Paquistão no setor petrolífero, embora não tenha detalhado tarifas.
O acordo com a Coreia do Sul inclui a compra de US$ 100 bilhões em gás natural liquefeito e a aceitação de produtos americanos, como automóveis e itens agrícolas, sem taxas adicionais. A tarifa de 15% foi resultado de meses de negociações e evita uma taxa de 25% que poderia entrar em vigor em agosto. Trump destacou que o investimento sul-coreano será direcionado por sua administração, semelhante a um fundo soberano.
Acordos e Tarifas
A tarifa sobre produtos brasileiros foi justificada por Trump como uma resposta a ações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Embora severa, a tarifa de 50% terá algumas isenções, incluindo setores como aeronaves e energia. As novas tarifas entrarão em vigor em 6 de agosto e não afetarão doações humanitárias.
Em relação à Índia, Trump afirmou que as negociações continuam, apesar da resistência indiana em abrir seus mercados agrícolas. As tarifas médias indianas sobre produtos agrícolas são de 39%, enquanto os EUA mantêm uma média de 5%. O governo americano busca melhorar o acesso ao mercado indiano para produtos como etanol e laticínios.
Essas medidas refletem a estratégia de Trump de renegociar acordos comerciais, buscando proteger a economia americana e aumentar a competitividade no cenário global. A Casa Branca está ativamente envolvida nas negociações, conforme relatado pelo presidente.
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