- O Bradesco enfrenta um cenário econômico desafiador, com a Selic em 15% ao ano e uma queda na demanda por crédito.
- O presidente-executivo do banco, Marcelo Noronha, afirmou que a carteira de crédito está segura, com crescimento em portfólios garantidos.
- O custo de crédito subiu para 3,2%, e o lucro líquido recorrente no segundo trimestre foi de R$ 6,1 bilhões.
- O banco planeja acelerar operações no crédito consignado e expandir sua atuação no agronegócio, mantendo rigor na seleção de clientes.
- Noronha também comentou sobre a Lei Magnitsky e a suspensão da cobrança do IOF, minimizando impactos das tarifas impostas pelos EUA sobre produtos brasileiros.
O Bradesco (BBDC4) enfrenta um cenário econômico desafiador, com a Selic em 15% ao ano e uma desaceleração na demanda por crédito. Apesar disso, o presidente-executivo Marcelo Noronha afirmou que a carteira de crédito do banco está “absolutamente” segura, com crescimento em portfólios garantidos. Em coletiva, ele destacou que o custo de crédito subiu para 3,2%, refletindo uma gestão cautelosa.
No segundo trimestre, o lucro líquido recorrente do Bradesco foi de R$6,1 bilhões, superando as expectativas do mercado. Noronha reiterou que o banco está focado em operações mais seguras e que a expectativa é de que o custo de crédito permaneça estável até o final do ano. A carteira de crédito cresceu 1,3% em relação ao trimestre anterior, totalizando R$1,018 trilhão.
Estratégias de Crescimento
O executivo mencionou planos para acelerar as operações no crédito consignado, que, segundo ele, estão começando a “rodar melhor”. Noronha também destacou a intenção do Bradesco de expandir sua atuação no agronegócio, onde o banco é um dos principais players privados. Ele enfatizou que a seleção de clientes e culturas é rigorosa, o que contribui para um índice de inadimplência controlado.
Além disso, Noronha comentou sobre a recente suspensão da cobrança do IOF, que permitiu a retomada de operações de risco sacado, embora de forma gradual. Ele observou que algumas empresas estão reavaliando suas estratégias após a incerteza gerada pela medida.
Questões Regulatórias e Impactos Externos
Em relação à Lei Magnitsky, Noronha afirmou que o Bradesco aguarda pareceres de escritórios nos Estados Unidos para entender melhor os possíveis impactos. A lei permite que os EUA imponham sanções econômicas a indivíduos considerados envolvidos em corrupção ou abusos de direitos humanos. O banco não prevê efeitos significativos dessa legislação em suas operações.
Por fim, o executivo minimizou os impactos das tarifas de 50% impostas pelo governo dos EUA sobre produtos brasileiros, afirmando que o efeito sobre o Bradesco é pequeno. Ele expressou esperança de que as partes envolvidas consigam resolver a situação de forma diplomática.
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