- O dólar fechou em alta de 0,21%, cotado a R$ 5,6004, após os Estados Unidos confirmarem tarifas de 50% sobre produtos brasileiros.
- A medida gerou reações no mercado e incertezas sobre a economia nacional.
- O especialista Bruno Shahini, da Nomad, apontou que a moeda americana ganhou força devido à reprecificação das expectativas de cortes de juros pelo Federal Reserve e a dados econômicos positivos nos EUA.
- O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou um plano de proteção para a indústria e o agronegócio, classificando as tarifas como “injustas”.
- O Banco Central manteve a Selic em 15% ao ano, monitorando o cenário econômico e aguardando novos dados sobre a inflação e o mercado de trabalho nos Estados Unidos.
O dólar encerrou a quinta-feira em alta de 0,21%, cotado a R$5,6004, após os Estados Unidos confirmarem tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. A medida, que inclui algumas exceções, gerou reações no mercado e incertezas sobre o impacto na economia nacional.
Durante a manhã, a moeda americana apresentou volatilidade, influenciada pela formação da taxa Ptax de fim de mês, que é crucial para a liquidação de contratos futuros. Bruno Shahini, especialista da Nomad, destacou que a moeda ganhou força devido à reprecificação das expectativas de cortes de juros pelo Federal Reserve e dados econômicos robustos nos EUA.
No mês, o dólar acumulou uma elevação de 3,04%, mas, no ano, ainda registra uma queda de 9,36%. Às 17h08, na B3, o dólar para setembro subia 0,23%, alcançando R$5,6390. A inflação nos EUA também teve um papel importante, com o índice PCE subindo 0,3% em junho, refletindo o aumento nos custos de importação.
Reação do Governo Brasileiro
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que o governo brasileiro apresentará um plano de proteção para a indústria e o agronegócio em resposta às tarifas americanas. Ele classificou a medida como “injusta” e reafirmou que o Brasil continuará as negociações com Washington.
Além disso, a dívida bruta do Brasil subiu para 76,6% do PIB em junho, enquanto a dívida líquida atingiu 62,9% do PIB. O déficit primário também superou as expectativas. A taxa de desemprego ficou em 5,8% no trimestre encerrado em junho.
O Banco Central, na véspera, decidiu manter a Selic em 15% ao ano, sinalizando uma manutenção prolongada da taxa devido às incertezas geradas pelas tarifas dos EUA. O cenário econômico continua a ser monitorado de perto pelos investidores, que aguardam novos dados sobre a inflação e o mercado de trabalho nos Estados Unidos.
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