- O governo de São Paulo anunciou um pacote emergencial de R$ 1,5 bilhão em créditos de ICMS para enfrentar tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
- A medida visa preservar empregos e a competitividade das indústrias locais.
- O governador Tarcísio de Freitas afirmou que é a maior liberação de crédito da história do estado.
- Empresas exportadoras poderão solicitar até R$ 120 milhões em crédito, que será liberado em até 10 parcelas a partir de setembro.
- A linha de crédito Giro Exportador foi ampliada de R$ 200 milhões para R$ 400 milhões, com taxas de juros a partir de 0,27% ao mês.
O governo de São Paulo anunciou, nesta quinta-feira, 31, um pacote emergencial de R$ 1,5 bilhão em créditos de ICMS, visando enfrentar os efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A medida, que faz parte do programa ProAtivo, busca preservar empregos e a competitividade das indústrias locais.
O governador Tarcísio de Freitas destacou que esta é a maior liberação de crédito da história do estado. Os créditos acumulados de ICMS serão prioritariamente destinados a empresas exportadoras com créditos aptos à transferência. Cada empresa poderá solicitar até R$ 120 milhões em crédito, que será liberado em até 10 parcelas, com início previsto para setembro. As regras para adesão serão publicadas no Diário Oficial do Estado.
Ampliação da Linha de Crédito
Além dos créditos de ICMS, o governo também ampliou a linha de crédito Giro Exportador, que passou de R$ 200 milhões para R$ 400 milhões. Este crédito oferece taxas de juros a partir de 0,27% ao mês mais IPCA, com carência de até 12 meses e prazo de pagamento de até 60 meses. Exportadores que mantêm relações comerciais com os Estados Unidos poderão solicitar esse crédito diretamente no site da Desenvolve SP.
A iniciativa visa garantir maior liquidez para indústrias com maior valor agregado na produção, evitando impactos negativos no Produto Interno Bruto (PIB) estadual. O governo paulista espera que essas medidas ajudem a mitigar os desafios econômicos enfrentados pelas indústrias locais devido às tarifas externas.
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