- O Federal Reserve manteve a taxa de juros inalterada em sua última reunião, com a expectativa de cortes futuros diminuindo.
- O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, afirmou que a probabilidade de um corte em setembro caiu para 40%.
- Powell destacou incertezas sobre o impacto das tarifas na inflação e afirmou que a taxa atual é adequada para mitigar riscos inflacionários.
- O ex-presidente Donald Trump criticou Powell, chamando-o de “muito atrasado” e “incompetente”, alegando que sua gestão está custando trilhões ao país.
- Analistas projetam que o Federal Reserve pode ser forçado a cortar juros até dezembro, dependendo da evolução econômica e do impacto das tarifas.
O Federal Reserve decidiu manter a taxa de juros inalterada em sua última reunião, com a expectativa de cortes futuros diminuindo. O presidente do Fed, Jerome Powell, indicou que a probabilidade de um corte em setembro caiu para 40%, citando incertezas sobre o impacto das tarifas sobre a inflação.
Durante a coletiva de imprensa, Powell afirmou que a instituição está “bem posicionada” para avaliar a economia antes de qualquer ajuste na política monetária. Ele destacou que a atual taxa de juros é adequada para mitigar riscos inflacionários. O mercado, por sua vez, agora projeta que o Fed pode esperar até outubro para considerar uma redução na taxa.
Críticas e Reações
As declarações de Powell não foram bem recebidas na Casa Branca. O ex-presidente Donald Trump criticou o presidente do Fed, chamando-o de “muito atrasado” e “incompetente”. Em sua plataforma, Trump afirmou que Powell está “custando trilhões de dólares ao país” e que sua gestão é uma das mais “corruptas” na história da construção.
Apesar das críticas, Powell descreveu a reunião com Trump como “agradável”. O mercado financeiro reagiu inicialmente com desânimo, mas recuperou-se com resultados positivos de empresas de tecnologia, mostrando que a confiança ainda persiste em meio à incerteza.
Expectativas Futuras
Analistas projetam que o Fed pode ser forçado a cortar juros até dezembro, dependendo da evolução da economia e do impacto das tarifas. Um relatório do Departamento de Comércio revelou que a inflação, medida pelo índice de preços de gastos pessoais, subiu para 2,6% em junho, o maior nível desde fevereiro. A inflação núcleo, que exclui alimentos e energia, alcançou 2,8%.
Powell reiterou que a decisão de cortar juros em setembro dependerá de novos dados econômicos. O próximo encontro do Fed ocorrerá em agosto, durante o retiro anual em Jackson Hole, onde é esperado um discurso significativo do presidente.
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