- As ações do Banco do Brasil (BBAS3) caíram 6,85%, fechando a R$ 18,35 em 1º de setembro.
- O lucro líquido foi de R$ 516 milhões, 31% abaixo das expectativas do mercado, que eram de R$ 4,89 bilhões.
- O aumento da inadimplência, especialmente na carteira de agronegócios, levou o banco a retirar seu guidance de lucro.
- Rumores sobre a Lei Magnitsky geraram incerteza entre os investidores, afetando a confiança no banco.
- O BTG Pactual revisou suas previsões de lucro, reduzindo o preço-alvo de R$ 30 para R$ 24 e ajustando a expectativa de lucro líquido para o segundo trimestre para R$ 5 bilhões, uma queda de 23%.
As ações do Banco do Brasil (BBAS3) sofreram uma queda acentuada de 6,85%, fechando a R$ 18,35 nesta sexta-feira, 1º de setembro. O movimento foi impulsionado pela divulgação de um lucro líquido de apenas R$ 516 milhões, 31% abaixo das expectativas do mercado, que previa R$ 4,89 bilhões.
O desempenho fraco do banco no primeiro trimestre de 2025, marcado por um aumento da inadimplência, especialmente na carteira de agronegócios, contribuiu para a desconfiança dos investidores. O Banco do Brasil retirou seu guidance de lucro, citando dificuldades em prever resultados devido ao aumento da inadimplência, que atingiu 3,04% na carteira agro. Bruce Barbosa, sócio-fundador da Nord Investimentos, destacou que a situação é preocupante, especialmente considerando a importância histórica do agronegócio para a instituição.
Rumores e Impactos
Além dos dados financeiros, rumores sobre a Lei Magnitsky também afetaram a confiança no banco. A especulação sugere que o Banco do Brasil poderia não cumprir exigências da lei, que impacta transações em dólar e poderia afetar outros bancos brasileiros. Daniel Teles, sócio da Valor Investimentos, confirmou a circulação desses boatos, que geraram incerteza no mercado.
As revisões de lucro por instituições financeiras, como o BTG Pactual, também refletem a deterioração da carteira de crédito do banco. O BTG cortou suas previsões de lucro, reduzindo o preço-alvo de R$ 30 para R$ 24, e ajustou a expectativa de lucro líquido para o segundo trimestre para R$ 5 bilhões, uma queda de 23% em relação às estimativas anteriores.
Desafios no Agronegócio
A inadimplência crescente no agronegócio é atribuída a fatores cíclicos e estruturais, como o aumento do endividamento dos produtores e desafios relacionados a preços e clima. A nova legislação que permite a recuperação judicial para produtores rurais também tem dificultado a execução de hipotecas, complicando ainda mais a situação do banco.
Analistas apontam que o Banco do Brasil pode ter perdido sua posição de banco principal para alguns produtores, o que impacta sua prioridade de pagamento. A utilização de armazenagem terceirizada como garantia também enfraquece a posição do banco em casos de inadimplência, aumentando a pressão sobre seus resultados financeiros.
Entre na conversa da comunidade