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BBAS3 despenca 7% devido a incertezas sobre a lei Magnitsky e revisão de lucros

A queda das ações do Banco do Brasil reflete a incerteza sobre sanções ao ministro Alexandre de Moraes e suas consequências financeiras.

Instituição é por onde a maior parte do funcionalismo público recebe seu salário (Foto: Leandro Fonseca/Exame)
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  • As ações do Banco do Brasil (BBAS3) caíram 7% na tarde de 1º de setembro.
  • A queda ocorreu após a divulgação de que o deputado Eduardo Bolsonaro está em contato com o Departamento de Estado dos EUA para discutir sanções ao ministro Alexandre de Moraes.
  • A lei Magnitsky pode afetar diretamente o Banco do Brasil, que realiza pagamentos a servidores públicos federais.
  • A instituição já havia revisado suas expectativas de lucro, reportando apenas R$ 454 milhões no segundo trimestre, muito abaixo da previsão de R$ 5 bilhões.
  • O Banco do Brasil acumula uma desvalorização de 24% no ano, gerando preocupação no mercado financeiro.

As ações do Banco do Brasil (BBAS3) enfrentaram uma queda abrupta de 7% na tarde desta sexta-feira, 1º de setembro, após a divulgação de que o deputado Eduardo Bolsonaro está em contato com o Departamento de Estado dos EUA. O objetivo é discutir possíveis brechas nas sanções impostas ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, pela lei Magnitsky.

Durante o pregão, os papéis do banco estatal operavam próximos à estabilidade, mas a notícia fez com que a desvalorização se intensificasse, levando o Banco do Brasil a liderar as perdas do Ibovespa. A lei Magnitsky, que visa punir indivíduos por violações de direitos humanos, pode impactar diretamente a instituição, uma vez que é responsável por grande parte dos pagamentos de servidores públicos federais.

A situação é ainda mais preocupante considerando que o Banco do Brasil já havia revisado suas expectativas de lucro para baixo. Em maio, a instituição reportou um lucro de apenas R$ 454 milhões, muito abaixo das expectativas de R$ 5 bilhões para o segundo trimestre. Esse desempenho representa uma queda significativa em relação ao lucro de R$ 1,7 bilhão do mês anterior.

Impacto das Sanções

As sanções discutidas por Eduardo Bolsonaro poderiam proibir operações financeiras do ministro em qualquer moeda, não apenas em dólar. Isso geraria um impacto significativo nas contas bancárias de Moraes, o que, por sua vez, afetaria diretamente o Banco do Brasil, onde muitos funcionários públicos recebem seus salários.

Os gestores do mercado expressaram preocupação com a situação financeira do Banco do Brasil, que já acumula uma desvalorização de 24% no ano. A instabilidade gerada pela aplicação da lei Magnitsky e os resultados financeiros abaixo do esperado intensificam a apreensão em relação ao futuro da instituição.

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