- O Brasil enfrenta juros altos e uma tributação de 50% sobre exportações para os Estados Unidos.
- Uma pesquisa revela que 28% dos brasileiros planejam reformas nos próximos 12 meses, aumento de cinco pontos percentuais em relação ao ano anterior.
- O estudo, realizado pela Juntos Somos Mais, indica que 75% dos entrevistados têm planos de obras em 24 meses, com 21% já buscando orçamentos.
- O marketplace da Juntos Somos Mais cresceu 50% no ano passado, alcançando R$ 11 bilhões em vendas, e espera uma expansão de 30% para este ano.
- Os brasileiros priorizam reformas em quartos e banheiros, com mais de 70% interessados em materiais como tinta, cimento e argamassa.
O Brasil enfrenta um cenário econômico desafiador, com juros elevados e uma tributação de 50% sobre exportações para os Estados Unidos. Apesar disso, uma pesquisa revela que 28% dos brasileiros planejam realizar reformas nos próximos 12 meses, um aumento de 5 pontos percentuais em relação ao ano anterior. O levantamento foi realizado pela Juntos Somos Mais, uma joint venture entre Votorantim Cimentos, Gerdau e Tigre.
O estudo, conduzido pelo instituto Opinion Box, indica que 75% dos entrevistados têm planos de obras residenciais ou comerciais em um horizonte de 24 meses. Dentre eles, 21% já estão buscando orçamentos para materiais ou profissionais. Juliana Carsoni, CEO da Juntos Somos Mais, destaca que, mesmo com as incertezas econômicas, o setor de construção demonstra otimismo resiliente.
Expectativas do Setor
O marketplace da Juntos Somos Mais cresceu 50% no ano passado, alcançando R$ 11 bilhões em vendas. A expectativa para este ano é uma expansão de 30%, impulsionada pela entrada de novas marcas. A taxa de desemprego, que caiu para 5,8%, também contribui para a manutenção da demanda no setor.
Os brasileiros estão priorizando reformas em cômodos específicos, como quartos e banheiros. Mais de 70% dos consumidores pretendem adquirir materiais como tinta, cimento e argamassa para melhorias estéticas ou reparos básicos. As tintas lideram o interesse, seguidas por cimento, argamassa, cerâmicas e areia, conforme aponta a pesquisa.
Resiliência em Tempos Difíceis
A CEO Juliana Carsoni ressalta que, apesar do tarifaço anunciado, a cadeia de construção está focada no longo prazo. O setor, historicamente, tem lidado com instabilidades econômicas e, mesmo com juros altos, não há sinais de arrefecimento no mercado imobiliário. A pesquisa foi realizada em junho, antes do anúncio das novas tarifas, mas já reflete um cenário de confiança entre os consumidores.
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