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China pode se beneficiar com tarifa de 50% sobre café brasileiro

Tarifas de importação dos EUA podem impulsionar exportações de café brasileiro para China e União Europeia, alterando rotas comerciais e preços

Café brasileiro vendido a granel em mercado de Nova York (Foto: Adam Gray - 15.jul.2025/Reuters)
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  • O governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, impôs tarifas de importação sobre o café brasileiro.
  • Os Estados Unidos são o maior consumidor de café do mundo, com o Brasil fornecendo cerca de um terço do total, equivalente a aproximadamente 25 milhões de sacas por ano.
  • O comércio bilateral entre Brasil e Estados Unidos alcançou US$ 4,4 bilhões nos últimos doze meses.
  • A nova tarifa pode beneficiar países como China e União Europeia, com exportadores brasileiros redirecionando vendas para esses mercados.
  • Os comerciantes têm até 6 de outubro para enviar café brasileiro aos Estados Unidos sem tarifas, gerando uma corrida para aproveitar essa oportunidade.

O governo dos EUA, sob a administração de Donald Trump, impôs tarifas de importação sobre o café brasileiro, o que pode alterar significativamente as rotas comerciais desse produto. Os Estados Unidos são o maior consumidor de café do mundo, com o Brasil fornecendo cerca de um terço do total, que equivale a aproximadamente 25 milhões de sacas por ano. O comércio bilateral entre os dois países alcançou US$ 4,4 bilhões nos últimos 12 meses.

A nova tarifa pode beneficiar países como a China e a União Europeia. Especialistas afirmam que os exportadores brasileiros podem redirecionar suas vendas para esses mercados, especialmente para a China, onde o consumo de café tem crescido a uma taxa de 20% ao ano. No primeiro semestre de 2025, o Brasil exportou 538 mil sacas de café para o país asiático, que se tornou um importante parceiro comercial.

Com a imposição das tarifas, há uma expectativa de que os comerciantes busquem rotas indiretas para enviar café ao mercado americano. Debajyoti Bhattacharyya, vice-presidente da AFEX Ltd., destacou que essa estratégia pode aumentar os custos logísticos, mas minimizará o impacto das tarifas em até 15%. A analista Judith Ganes observou que a exclusão do café de uma lista de isenção sugere que Trump está utilizando o produto como uma ferramenta em sua disputa política com o Brasil.

Os comerciantes têm até 6 de outubro para enviar café brasileiro aos EUA sem tarifas, o que tem gerado uma corrida para aproveitar essa janela. William Kapos, CEO da Downeast Coffee Roasters, mencionou que, após essa data, buscará alternativas na América Central e na África, o que pode pressionar os preços do café no mercado americano.

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