- O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que ignorará as sanções dos Estados Unidos.
- Ele criticou tarifas comerciais de cinquenta por cento, considerando-as uma tentativa de criar uma crise econômica no Brasil.
- Moraes associou essas ações a uma organização criminosa que busca desestabilizar o país.
- O ministro mencionou que o STF não se submeterá a pressões externas e continuará a atuar de forma independente.
- Ele também destacou que o julgamento das ações penais relacionadas à tentativa de golpe será concluído neste semestre.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que ignorará as sanções impostas pelos Estados Unidos e criticou as tarifas comerciais de 50% como uma estratégia para criar uma crise econômica no Brasil. Durante a abertura de uma sessão do STF, Moraes descreveu essas ações como “vil” e “traiçoeira”, ligando-as a uma suposta organização criminosa que busca desestabilizar o país.
Moraes destacou que a imposição de tarifas e as sanções financeiras, que incluem restrições de visto para ele e outros ministros, visam criar um ambiente propício para uma nova tentativa de golpe. Ele declarou que o STF não se submeterá a pressões externas e que continuará a atuar de forma independente. “A insistência dessa organização criminosa na implementação de medidas nocivas ao Brasil tem por finalidade a criação de uma grave crise econômica”, afirmou.
O ministro também mencionou que a Primeira Turma do STF concluirá, neste semestre, o julgamento das ações penais relacionadas aos quatro núcleos acusados de tentativa de golpe. Embora não tenha citado diretamente o deputado Eduardo Bolsonaro, ele se referiu a “brasileiros que atuam junto a autoridades estrangeiras” como traidores da pátria. Eduardo Bolsonaro, que se licenciou do mandato para fazer campanha nos EUA, comemorou as tarifas e as sanções, alegando ter influenciado essas decisões.
Moraes reafirmou o compromisso do STF em proteger a Constituição e garantir que as investigações sobre a tentativa de golpe sejam conduzidas com respeito ao devido processo legal. Ele enfatizou que não aceitará interferências internas ou externas na independência do Judiciário.
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