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Pacientes do SUS terão atendimentos por planos de saúde a partir deste mês

Pacientes do SUS terão acesso a atendimentos especializados com operadoras de saúde a partir de setembro, visando reduzir filas e ampliar serviços

Como parte do Agora Tem Especialistas, planos de saúde poderão trocar dívidas por atendimento a pacientes do SUS. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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  • A partir de setembro, pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) poderão acessar atendimentos especializados por meio de planos de saúde privados.
  • A iniciativa faz parte do programa Agora Tem Especialistas, que visa reduzir o tempo de espera e ampliar o acesso a serviços de saúde.
  • Operadoras de saúde poderão trocar dívidas com o governo, estimadas em R$ 1,3 bilhão, por serviços ao SUS, com expectativa de R$ 750 milhões convertidos em atendimentos até 2025.
  • O edital com as regras para adesão das operadoras será publicado em 4 de setembro, e o cadastro começará em 11 de setembro.
  • Áreas prioritárias incluem oncologia, ginecologia, cardiologia, ortopedia, oftalmologia e otorrinolaringologia, com fiscalização rigorosa da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para garantir a qualidade do atendimento.

A partir de setembro, pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) poderão acessar atendimentos especializados por meio de planos de saúde privados, conforme anunciado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Essa iniciativa, parte do programa Agora Tem Especialistas, visa reduzir o tempo de espera e ampliar o acesso a serviços de saúde, utilizando dívidas das operadoras como forma de pagamento.

O programa permitirá que operadoras de saúde troquem suas dívidas com o governo, estimadas em R$ 1,3 bilhão, por serviços ao SUS. Espera-se que R$ 750 milhões sejam convertidos em atendimentos até 2025. O edital com as regras para adesão voluntária das operadoras será publicado em 4 de setembro, e o cadastro começará em 11 de setembro. Após a avaliação do Ministério da Saúde, os serviços serão disponibilizados.

Áreas prioritárias incluem oncologia, ginecologia, cardiologia, ortopedia, oftalmologia e otorrinolaringologia. O programa busca atender regiões com maior demanda, com a participação dos planos dividida entre as cinco regiões do Brasil. Para garantir a qualidade, as operadoras deverão realizar mais de 100 mil atendimentos mensais, enquanto planos menores poderão atender a partir de 50 mil.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) assegurou que haverá fiscalização rigorosa para evitar que as operadoras deixem de atender seus clientes. A diretora-presidente da ANS, Carla de Figueiredo Soares, destacou que o programa é uma evolução na integração entre os sistemas público e privado de saúde, beneficiando milhões de brasileiros.

Embora a iniciativa seja vista como positiva, especialistas alertam para os desafios, como a adesão das operadoras e a precificação dos serviços. A professora Ligia Bahia, da UFRJ, enfatiza que a troca de dívidas por serviços pode ser uma solução viável, mas requer um desenho mais robusto e fiscalização efetiva para garantir a qualidade do atendimento.

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