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Indústria cresce 0,1% em junho, mas queda de dois meses ainda impacta setor

Produção industrial do Brasil cresce 0,1% em junho, mas queda acumulada ainda pesa sobre o setor e gera incertezas econômicas

A atividade de produção de veículos automotores, reboques e carrocerias teve o maior impacto positivo, com alta de 2,4% (Foto: Edilson Dantas/Agência O Globo)
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  • A produção industrial do Brasil cresceu 0,1% em junho, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
  • O crescimento foi impulsionado pelo setor de veículos automotores, que teve alta de 2,4%.
  • Apesar do resultado positivo, a produção ainda está 1,2% abaixo dos níveis de abril e maio.
  • Setores como metalurgia (+1,4%) e celulose, papel e produtos de papel (+1,6%) também contribuíram para o crescimento.
  • No entanto, 17 das 25 atividades industriais apresentaram queda, com destaque para a indústria extrativa (-1,9%) e produtos alimentícios (-1,9%).

A produção industrial do Brasil apresentou um leve crescimento de 0,1% em junho, conforme dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) divulgados pelo IBGE. O resultado, embora positivo, não compensa as quedas acumuladas de 1,2% nos meses anteriores, abril e maio. Economistas já previam uma desaceleração, considerando o cenário econômico marcado por altas taxas de juros e incertezas.

O crescimento em junho foi impulsionado principalmente pelo setor de veículos automotores, que registrou uma alta de 2,4% após uma queda de 4,0% no mês anterior. Além deste segmento, outros setores como metalurgia (+1,4%), celulose, papel e produtos de papel (+1,6%) e outros equipamentos de transporte (+3,2%) também contribuíram para o resultado positivo.

Desempenho Setorial

Apesar do crescimento, 17 das 25 atividades industriais apresentaram alta, enquanto setores como indústria extrativa (-1,9%), produtos alimentícios (-1,9%) e coque, derivados de petróleo e biocombustíveis (-2,3%) enfrentaram quedas significativas. Essas atividades representam cerca de 45% da produção industrial total.

Nas grandes categorias econômicas, bens de capital (+1,2%) e bens de consumo duráveis (+0,2%) mostraram sinais de recuperação. Em contrapartida, bens de consumo semi e não duráveis (-1,2%) e bens intermediários (-0,1%) enfrentaram recuos. A leve alta em junho, embora encorajadora, ressalta a fragilidade da recuperação da indústria brasileira em um ambiente econômico desafiador.

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