- Armínio Fraga criticou a tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.
- Ele afirmou que a medida tem um viés político inaceitável e afeta setores importantes da economia do Brasil.
- Fraga mencionou uma lista de exceções que oferece alívio temporário, mas destacou que o problema persiste.
- O ex-presidente do Banco Central ressaltou a dificuldade de Donald Trump em influenciar a política brasileira.
- Fraga defendeu que a democracia brasileira deve ser respeitada e não deve sofrer pressões externas.
O ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, criticou a tarifa de 50% imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a produtos brasileiros. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Fraga destacou que essa medida possui um viés político inaceitável e que o Brasil foi afetado por questões que vão além da economia.
Fraga afirmou que a tarifa é “fatal ou quase” para vários setores importantes da economia brasileira. Ele também mencionou a lista de exceções que trouxe um alívio temporário, mas ressaltou que o problema permanece significativo. “Esse aspecto é pesado, não dá para a gente aceitar”, declarou, referindo-se à interferência política dos EUA na democracia brasileira.
Na última quinta-feira, 31 de agosto, Trump assinou uma ordem executiva que estabelece novas tarifas recíprocas para diversos países, com a maioria das medidas entrando em vigor a partir de 7 de agosto. Embora algumas tarifas já fossem conhecidas, como a do Brasil, outros países, como o Canadá, enfrentaram aumentos significativos, com impostos de importação chegando a 35%.
Fraga também comentou sobre a dificuldade de Trump em influenciar a política brasileira, afirmando que “de jeito nenhum” o presidente americano conseguirá o que deseja. Ele enfatizou que a democracia brasileira, apesar de suas imperfeições, funciona e não deve ser alvo de pressões externas.
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