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Piloto aponta falha que pode ter causado queda de avião da Voepass

Ex-funcionário da Voepass revela falhas no sistema de degelo não registradas, que podem ter contribuído para o acidente em Vinhedo

Acidente com avião da Voepass matou 62 pessoas (Foto: Divulgação/Cenipa)
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  • Um ex-funcionário da Voepass revelou que falhas no sistema de degelo de um avião ATR 72-500, que causou um acidente em Vinhedo (SP) em setembro de 2022, foram comunicadas verbalmente, mas não registradas.
  • O acidente resultou na morte de 62 pessoas e ocorreu em 13 de setembro de 2022.
  • O piloto que operou a aeronave na madrugada anterior ao acidente alertou a equipe de manutenção sobre o problema, mas a falha não foi documentada.
  • O avião saiu de Guarulhos, fez uma parada em Ribeirão Preto e seguiu para o voo fatal sem a devida investigação.
  • A Voepass afirmou que está colaborando com as investigações e que tomará as medidas necessárias se forem encontradas infrações.

Um ex-funcionário da Voepass revelou que falhas no sistema de degelo de um avião ATR 72-500, que resultou em um acidente aéreo em Vinhedo (SP) há quase um ano, foram comunicadas verbalmente, mas não registradas. O desastre, que ocorreu em 13 de setembro de 2022, resultou na morte de 62 pessoas. A informação foi divulgada em uma reportagem exclusiva do portal g1.

O ex-funcionário afirmou que um piloto, que operou a aeronave na madrugada anterior ao acidente, alertou a equipe de manutenção sobre o problema no sistema de degelo. No entanto, essa comunicação não foi documentada no diário de bordo técnico, o que levou a liderança do hangar a ignorar a falha e liberar o voo. O piloto relatou que o sistema desarmava sozinho durante o voo, uma situação que deveria ter impedido a decolagem.

Falhas na Manutenção

A cronologia dos eventos indica que o avião saiu de Guarulhos à meia-noite, fez uma parada em Ribeirão Preto, onde o problema foi verbalmente reportado, e seguiu para o voo fatal sem a devida investigação. O ex-funcionário destacou a pressão interna para evitar que aeronaves ficassem paradas para manutenção, resultando em equipes reduzidas e adiamentos nos reparos.

O sistema de degelo, crucial para voos em condições de gelo, foi acionado várias vezes durante o voo final, mas não funcionou adequadamente, conforme análise pericial. As investigações estão sendo conduzidas pela Polícia Federal, Cenipa e Anac, que apuram a responsabilidade pelos procedimentos adotados.

Compromisso com a Segurança

A Voepass, em nota, reafirmou seu compromisso com a segurança e destacou que, em mais de 30 anos de operação, nunca havia enfrentado um acidente. A empresa afirmou que está colaborando com as investigações e que, se forem encontradas infrações às normas da aviação civil, as devidas sanções serão aplicadas aos responsáveis. A Anac também acompanha o caso e promete agir conforme as conclusões das investigações.

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