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China libera 183 exportadores brasileiros para comercializar café no país

China abre mercado para 183 empresas brasileiras de café após tarifa de 50% dos EUA, enquanto consumo no país asiático cresce lentamente

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
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  • Os Estados Unidos impuseram uma tarifa de 50% sobre as exportações de café brasileiro a partir de agosto de 2024.
  • Em resposta, a China autorizou 183 empresas brasileiras a exportar café, com a medida válida por cinco anos desde 30 de julho.
  • O Brasil exportou cerca de 8 milhões de sacas de café para os EUA em 2024, enquanto para a China foram apenas 529.709 sacas.
  • O consumo de café na China está crescendo, com um aumento de 13 mil toneladas nas importações líquidas entre 2020 e 2024.
  • O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) busca incluir o café nas isenções da nova taxação americana, que abrange cerca de 700 produtos.

Os Estados Unidos implementaram uma tarifa de 50% sobre as exportações de café brasileiro, a partir de agosto de 2024, afetando diretamente a cadeia produtiva do setor. Em resposta, a China autorizou 183 empresas brasileiras a exportarem café, com a medida em vigor desde 30 de julho e validade de cinco anos.

O Brasil, que já exportou cerca de 8 milhões de sacas de café para os EUA em 2024, vê a China como uma alternativa crescente. Apesar de ser o décimo maior comprador, com apenas 529.709 sacas adquiridas, o consumo de café na China está em ascensão. Entre 2020 e 2024, as importações líquidas de café aumentaram em 13 mil toneladas, embora o consumo per capita ainda seja baixo, com apenas 16 xícaras por ano, comparado à média global de 240.

O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) está em negociações para que o café seja incluído nas isenções da nova taxação americana, que abrange cerca de 700 produtos, mas não contempla o café. Nos primeiros seis meses de 2025, o Brasil exportou 3.316.287 sacas para os EUA, enquanto para a China foram apenas 529.709 sacas, um volume 6,2 vezes menor.

Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) alertam que os produtores brasileiros precisarão redirecionar sua produção para novos mercados. Essa mudança exigirá agilidade logística e estratégias comerciais eficazes para mitigar os impactos da tarifa americana.

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