- A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) divulgou uma circular com recomendações sobre o copytrade, após a empresa LPK Trader causar prejuízos a 180 clientes, que variaram entre R$ 11 mil e R$ 140 mil.
- A LPK Trader reconheceu que utilizou uma estratégia de investimento sem liquidez, resultando em perdas significativas.
- A CVM ressaltou que o copytrade implica uma “recomendação implícita de investimento”, onde traders líderes influenciam as decisões dos investidores.
- A circular exige que todos os participantes do copytrade estejam credenciados na Associação dos Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (APIMEC Brasil) e que haja transparência sobre os riscos.
- Especialistas alertam que a execução das ordens depende da liquidez do mercado, o que pode levar a resultados financeiros diferentes para os investidores.
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) publicou uma circular com recomendações sobre o copytrade, modalidade de investimento que permite a investidores copiar automaticamente as estratégias de traders líderes. A medida foi tomada após a empresa LPK Trader causar prejuízos a 180 clientes, que variaram entre R$ 11 mil e R$ 140 mil.
O documento da CVM foi divulgado cinco dias após a LPK Trader reconhecer que insistiu em uma estratégia de investimento sem liquidez, resultando em perdas significativas. Paulo Camargo, CIO da Underblock, explicou que, no mercado futuro, as ordens são fechadas automaticamente, e a falta de liquidez pode levar a grandes prejuízos.
A CVM destacou que o copytrade implica uma “recomendação implícita de investimento”, pois um trader líder influencia as decisões dos investidores, que podem pagar taxas de adesão e mensalidades. Essa prática atrai pessoas que não têm conhecimento do mercado financeiro, mas desejam seguir especialistas.
Especialistas alertam que a distribuição de lucros não será igual para todos os investidores. Camargo enfatizou que a execução das ordens depende da liquidez do mercado, o que pode resultar em diferentes resultados financeiros. A consultora financeira Carol Stange reforçou que o copytrade não é seguro por natureza e que os investidores devem estar cientes dos riscos envolvidos.
A circular da CVM exige que todos os envolvidos no copytrade estejam credenciados na APIMEC Brasil e que haja transparência sobre os riscos. Os investidores devem ser informados sobre a possibilidade de perdas e a volatilidade do mercado. Além disso, é fundamental que os investidores realizem uma pesquisa detalhada sobre o histórico do trader que pretendem seguir.
O copytrade pode ser uma ferramenta interessante para diversificação, mas requer uma postura ativa de pesquisa e gerenciamento de risco. A facilidade de copiar estratégias não substitui a necessidade de educação financeira e cautela na hora de investir.
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