- O Bureau de Estatísticas de Emprego dos Estados Unidos (BLS) revisou os dados de emprego de maio e junho, reduzindo a criação de postos de trabalho em 258 mil.
- O presidente Donald Trump demitiu a comissária do BLS, Erika McEntarfer, acusando-a de manipulação de dados.
- A demissão gerou reações políticas, com o senador Ron Wyden afirmando que Trump tenta “cozinhar os números”.
- O mercado financeiro reagiu negativamente, com o S&P 500 caindo 1,6%, a pior queda em meses.
- A taxa de desemprego subiu para 4,2%, e o crescimento das folhas de pagamento em julho foi de apenas 73 mil, abaixo da expectativa de 100 mil.
Após uma revisão significativa nos dados de emprego, o Bureau de Estatísticas de Emprego dos EUA (BLS) cortou 258 mil postos de trabalho criados nos meses de maio e junho. Em resposta, o presidente Donald Trump demitiu a comissária do BLS, Erika McEntarfer, acusando-a de manipulação de dados. A demissão gerou reações intensas no cenário político.
O senador Ron Wyden, líder democrata no Comitê de Finanças do Senado, afirmou que Trump está tentando “cozinhar os números”. Por outro lado, o senador republicano Rand Paul ressaltou que a demissão não mudará a realidade dos dados. A situação remete à decisão do governo chinês de interromper a divulgação de taxas de desemprego juvenil em agosto de 2023, quando os números atingiram níveis alarmantes.
Reação do Mercado
Os mercados financeiros reagiram negativamente à demissão de McEntarfer e aos dados decepcionantes do emprego. Na última sexta-feira, o S&P 500 registrou uma queda de 1,6%, a pior em meses, interrompendo uma sequência de dias de recordes. O crescimento das folhas de pagamento não agrícolas em julho foi de apenas 73 mil, abaixo da expectativa de 100 mil.
Além disso, a taxa de desemprego subiu 10 pontos base, alcançando 4,2%. Com a iminente implementação de novas tarifas a partir de 7 de agosto, as incertezas econômicas podem impactar ainda mais o mercado de trabalho. A combinação de dados fracos e a demissão de McEntarfer levantam questões sobre a transparência das informações econômicas nos EUA.
Cenário Econômico
A demissão e os dados de emprego fracos intensificam as preocupações sobre a saúde da economia americana. A inflação crescente, impulsionada por tarifas de importação, gera incertezas adicionais. O cenário se torna ainda mais desafiador com a renúncia de Adriana Kugler, dirigente do Fed, que pode permitir a Trump indicar um novo membro para o Banco Central.
Economistas como Paul Krugman e Janet Yellen criticam as ações do governo, comparando a situação dos EUA a uma “República das Bananas”. A manipulação de dados estatísticos e demissões políticas em órgãos de estatísticas elevam a desconfiança sobre a veracidade das informações, impactando políticas públicas e previsões econômicas.
Entre na conversa da comunidade