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BBI destaca ações brasileiras como as preferidas na América Latina e explica motivos

Bradesco BBI aponta Brasil como destino preferido de investidores, destacando queda da Selic e eleições municipais como fatores-chave

Gráfico sobre investimentos do Brasil (Foto: Adobe Stock)
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  • O Bradesco BBI considera o Brasil a principal escolha para investidores na América Latina.
  • O país se beneficia de um ciclo de queda da taxa de juros e das eleições municipais.
  • A economia brasileira é menos integrada às dinâmicas globais, apresentando um duplo desconto no câmbio e na avaliação das ações.
  • A desaceleração econômica nos Estados Unidos e a expectativa de cortes na taxa de juros pelo Federal Reserve influenciam os fluxos de capital para a América Latina.
  • O relatório destaca ações brasileiras sensíveis à taxa de juros e estatais como oportunidades atraentes, enquanto o Chile é visto como uma segunda escolha e a Argentina como uma opção menos favorável.

Com os mercados globais em transformação, o Bradesco BBI aponta o Brasil como a principal escolha para investidores na América Latina. Em relatório divulgado nesta segunda-feira (4), o banco destaca que o país se beneficia de um ciclo de queda da taxa de juros e das eleições municipais, além de ser visto como um porto seguro em meio à desaceleração econômica nos Estados Unidos.

Os analistas do Bradesco BBI ressaltam que a economia brasileira, menos integrada às dinâmicas globais, apresenta um duplo desconto, tanto no câmbio quanto na avaliação das ações. Enquanto isso, os sinais de desaceleração nos EUA se intensificam, com o crescimento do PIB do segundo trimestre (2T25) abaixo do esperado e um mercado de trabalho perdendo força. O S&P 500, principal índice das bolsas americanas, registrou seu pior desempenho desde abril.

A expectativa de cortes na taxa de juros pelo Federal Reserve (Fed) também influencia o cenário. A redução da atividade econômica nos EUA pode redistribuir os fluxos globais de capitais, favorecendo países latino-americanos. O Brasil, por sua economia menos dependente do comércio exterior, se destaca nesse contexto. O ciclo de queda da Selic, atualmente em 15% ao ano, e as eleições municipais são fatores que aumentam a atratividade dos ativos brasileiros.

Oportunidades em Ações e Estatais

O relatório do Bradesco BBI aponta que as ações brasileiras sensíveis à taxa de juros e as estatais são particularmente atraentes. Mesmo com uma possível desaceleração da atividade doméstica, isso pode abrir espaço para cortes adicionais na Selic. A valorização do real também contribui para a atratividade dos ativos locais.

Além do Brasil, o Chile é visto como uma segunda escolha, com recomendação de overweight. A recuperação da economia chinesa é considerada mais relevante para o país do que a desaceleração americana. O México recebe avaliação neutra, devido à sua forte ligação econômica com os EUA, mas ainda apresenta oportunidades em setores de oligopólios e nearshoring.

Por outro lado, a Argentina permanece com recomendação underweight, devido à instabilidade cambial e incertezas políticas. A pressão sobre as receitas do país, agravada pela queda do petróleo Brent, leva os analistas a adotar uma postura cautelosa.

Os fluxos de capital para a América Latina continuam estáveis, mesmo após períodos de volatilidade. A criação de ETFs focados na região se mantém firme, indicando um interesse estrutural dos investidores, somado a um valuation abaixo da média histórica e à expectativa de valorização cambial nos próximos meses.

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