- A Região Sul do Brasil enfrenta uma crise econômica devido ao aumento das tarifas de exportação, que começa em seis de agosto.
- Os estados do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina são os mais afetados, apesar de isenções para cerca de 700 setores.
- Em Santa Catarina, 94% das empresas exportadoras esperam queda na receita, com 51% prevendo perdas superiores a 30%.
- No Rio Grande do Sul, 86% das exportações serão impactadas, resultando em possíveis perdas de mais de 20 mil empregos.
- As federações da indústria estão propondo incentivos fiscais e linhas de financiamento para mitigar os danos econômicos.
A Região Sul do Brasil enfrenta uma crise econômica severa devido ao aumento das tarifas de exportação, que entra em vigor na próxima quarta-feira, dia 6. Os estados do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina são os mais impactados, mesmo após a isenção de tarifas para cerca de 700 setores.
Em Santa Catarina, 94% das empresas exportadoras preveem queda na receita, com 51% delas estimando perdas superiores a 30%. Além disso, 69% das indústrias já notaram redução nos pedidos de importadores dos Estados Unidos. O cenário é alarmante, com 72,1% das indústrias prevendo demissões. No Rio Grande do Sul, 86% das exportações serão afetadas, impactando diretamente 145 mil empregos na indústria de transformação. Estima-se que mais de 20 mil postos de trabalho possam ser perdidos no estado.
No Paraná, o setor de madeira é um dos mais atingidos, com 98% das vendas para os EUA. Em 2024, o estado exportou cerca de US$ 1,58 bilhão para o país. As Federações da Indústria de Santa Catarina (Fiesc) e do Rio Grande do Sul (Fiergs) apresentaram dados sobre os impactos e sugeriram medidas para mitigar o desemprego e a inflação. O presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar, destacou que a pesquisa mostra um cenário de redução de pedidos e demissões, exigindo ação rápida do governo.
Medidas Propostas
As federações estão articulando propostas para minimizar os danos. A Fiergs, por exemplo, sugere incentivos fiscais e a liberação de saldos credores de ICMS. Além disso, busca a criação de uma linha de financiamento com taxas entre 1% e 4% ao ano para apoiar empresas afetadas. A Fiep, do Paraná, entregou um ofício ao governo estadual solicitando ações imediatas para preservar empregos e mitigar os prejuízos.
Com a nova política, apenas 14,3% das exportações industriais gaúchas se beneficiam das isenções. A situação é crítica, e as indústrias estão se adaptando, com 61,4% delas prospectando novos mercados internacionais para reduzir a dependência dos EUA. A crise provocada pelo tarifaço já resulta em cancelamentos de contratos e férias coletivas em várias empresas, evidenciando a urgência de soluções eficazes.
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