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Tarifas de Trump pressionam lucros da Berkshire Hathaway e geram prejuízo significativo

Berkshire Hathaway enfrenta forte queda de lucro e descontentamento de investidores após write-down na Kraft Heinz e falta de recompra de ações

Bolsas globais iniciam semana em alta após dados fracos nos EUA e tensão tarifária (Foto: Reprodução)
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  • A Berkshire Hathaway reportou uma queda de 59% no lucro líquido no segundo trimestre de 2025, totalizando US$ 12,37 bilhões, em comparação aos US$ 30,35 bilhões do mesmo período de 2024.
  • O resultado foi afetado por um write-down de US$ 3,76 bilhões na Kraft Heinz, que agora vale US$ 8,4 bilhões, menos da metade do valor de 2017.
  • A divisão de produtos de consumo teve uma queda de 5,1% na receita, totalizando US$ 189 milhões, devido a incertezas nas políticas comerciais.
  • A BNSF Railway registrou um crescimento de 19% no lucro operacional, alcançando US$ 1,47 bilhão, enquanto o setor de seguros viu uma queda de 11%, totalizando US$ 2,53 bilhões.
  • A empresa encerrou o trimestre com US$ 344,1 bilhões em caixa e não realizou recompra de ações, gerando descontentamento entre investidores.

A Berkshire Hathaway, liderada por Warren Buffett, enfrentou um segundo trimestre desafiador em 2025, com uma queda de 59% no lucro líquido, totalizando US$ 12,37 bilhões, em comparação aos US$ 30,35 bilhões do mesmo período de 2024. O resultado foi impactado por um write-down de US$ 3,76 bilhões na Kraft Heinz, um dos investimentos mais problemáticos da empresa, que agora vale US$ 8,4 bilhões, menos da metade do valor registrado em 2017.

A pressão das tarifas comerciais implementadas pelo governo dos Estados Unidos também contribuiu para a deterioração dos resultados. A divisão de produtos de consumo da Berkshire viu uma queda de 5,1% na receita, totalizando US$ 189 milhões. A empresa destacou que as incertezas nas políticas comerciais causaram atrasos em pedidos e embarques. Marcas como Jazwares e Fruit of the Loom apresentaram quedas significativas em suas receitas.

Desempenho Setorial

Apesar dos desafios, algumas divisões mostraram resiliência. A BNSF Railway, por exemplo, reportou um crescimento de 19% no lucro operacional, alcançando US$ 1,47 bilhão, devido à redução de custos e maior eficiência. O setor de seguros, embora ainda sendo a principal fonte de lucro, viu uma queda de 11% no lucro operacional, totalizando US$ 2,53 bilhões.

A Berkshire encerrou o trimestre com US$ 344,1 bilhões em caixa, uma leve redução em relação aos US$ 347,7 bilhões do fim de março. A empresa se tornou vendedora líquida de ações pelo 11º trimestre consecutivo, liquidando US$ 6,92 bilhões em vendas e apenas US$ 3,9 bilhões em compras. A ausência de recompra de ações, mesmo com a queda de mais de 12% nas ações desde maio, gerou descontentamento entre investidores.

Transição de Liderança

A transição de liderança, com Greg Abel assumindo como CEO ao final de 2025, gera expectativas sobre a continuidade da estratégia da Berkshire. Analistas como Brian Meredith, do UBS, mantêm uma recomendação de “compra forte”, mas não esperam recompra de ações nos próximos dois anos. A falta de clareza sobre os planos estratégicos sob a nova gestão é uma preocupação crescente entre os investidores, que veem a Berkshire como um termômetro da economia americana.

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