- O iFood anunciou um investimento de R$ 17 bilhões até 2026 e a meta de 1 bilhão de pedidos anuais.
- O CEO da empresa, Diego Barreto, fez o anúncio durante o evento iFood MOVE 2025 em São Paulo.
- Entregadores protestaram durante o evento, expressando insatisfação com a remuneração e a regulamentação proposta no Projeto de Lei Complementar (PLP) 12.
- O PLP 12 visa regulamentar a categoria de entregadores, mas enfrenta resistência, especialmente em relação às contribuições à Previdência Social.
- Os entregadores pedem um valor mínimo de R$ 10 por entrega e criticam a nova estrutura de pagamento, que reduz os ganhos para valores entre R$ 3,30 e R$ 3,70 por hora.
O iFood anunciou um investimento de R$ 17 bilhões até 2026 e a meta de atingir 1 bilhão de pedidos anuais. O CEO da empresa, Diego Barreto, fez o anúncio durante o evento iFood MOVE 2025, realizado na zona sul de São Paulo, onde também ocorreram protestos de entregadores. Os trabalhadores expressaram insatisfação com a remuneração e a regulamentação proposta no PLP 12, que ainda não foi resolvida.
O PLP 12, enviado ao Congresso em março de 2024, visa regulamentar a categoria de entregadores, mas enfrenta resistência, especialmente em relação às contribuições à Previdência Social. Barreto destacou que 90% do projeto tem consenso, mas a questão da Previdência é um impasse. Ele explicou que o cálculo do valor a ser pago pelos entregadores é complexo, pois a contribuição seria automática, mas muitos não atingiriam o mínimo necessário para benefícios.
Os entregadores protestaram contra a proposta, que não abrange a categoria de delivery, focando apenas no transporte de passageiros. Barreto sugeriu que um sistema integrado, semelhante ao utilizado para empregados domésticos, poderia facilitar a regulamentação. Ele afirmou que a plataforma está disposta a pagar 80% das contribuições, enquanto os entregadores arcariam com 20%.
Além disso, os entregadores reivindicam um valor mínimo de R$ 10 por entrega e criticam a nova estrutura de pagamento, que reduz os ganhos para valores entre R$ 3,30 e R$ 3,70 por hora. A insatisfação é crescente, especialmente com a exigência de CNPJ para trabalhar, limitando o acesso à profissão. A regulamentação da categoria é vista como crucial, não apenas para o Brasil, mas também como um possível modelo para outros países.
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