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Importações de pequeno valor atingem menor nível desde 2021 após nova taxa

Importações de produtos de pequeno valor caem e vendas de vestuário local disparam, refletindo impacto da nova taxação no comércio nacional

Importações de plataformas de comércio internacionais recuaram 13,5% em 2025 (Foto: Getty Images)
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  • As importações de produtos de pequeno valor caíram para o menor nível desde 2021 após a implementação da “taxa das blusinhas”, que taxou compras internacionais de até US$ 50 em 20%.
  • No primeiro semestre de 2024, as importações diminuíram 13,6%, totalizando US$ 4,6 bilhões, com as classes C, D e E reduzindo suas compras internacionais em 35%.
  • As vendas de vestuário nacional cresceram 6% no terceiro trimestre de 2024, com marcas como Riachuelo, Renner e C&A registrando aumentos de 11%, 12% e 19%, respectivamente.
  • A arrecadação com impostos de importação subiu para R$ 2,7 bilhões em 2023, um aumento de 40,7% em relação ao ano anterior.
  • As plataformas de comércio eletrônico adaptaram-se, com mais de 90% das vendas do Shopee sendo locais e empresas como Shein e Temu recrutando vendedores brasileiros.

Um ano após a implementação da “taxa das blusinhas”, as importações de produtos de pequeno valor caíram para o menor nível desde 2021. A medida, que taxou compras internacionais de até US$ 50 em 20%, resultou em uma queda de 13,6% nas importações no primeiro semestre de 2024, conforme dados do Banco Central. Essa mudança impactou principalmente as classes C, D e E, que viram suas compras internacionais reduzirem em 35%.

As importações, que totalizaram US$ 4,6 bilhões no período, refletem um movimento de desaceleração que já se iniciava antes da taxação, devido à fiscalização mais rigorosa da Receita Federal. Alberto Serrentino, sócio da Varese Retail, destaca que a nova alíquota, somada ao ICMS de até 20%, torna os produtos internacionais menos atrativos, nivelando a competição com o mercado local.

Efeitos no Comércio Local

Com a diminuição das importações, as vendas de vestuário nacional cresceram. Dados do IBGE mostram que, no terceiro trimestre de 2024, as vendas de vestuário aumentaram 6% em relação ao ano anterior. Marcas como Riachuelo, Renner e C&A registraram crescimentos de 11%, 12% e 19%, respectivamente. Fernando Hidalgo, presidente da ABComm, observa que a taxação fez com que os consumidores priorizassem o prazo de entrega, mesmo que o preço dos produtos importados não fosse tão diferente.

As plataformas de comércio eletrônico também se adaptaram. Mais de 90% das vendas do Shopee são agora locais, e empresas como Shein e Temu começaram a recrutar vendedores brasileiros. Essa mudança reflete uma tentativa de fortalecer o comércio local em meio à queda nas importações.

Aumento na Arrecadação

Apesar da redução nas compras internacionais, a arrecadação com impostos de importação disparou. Em 2023, a receita alcançou R$ 2,7 bilhões, um aumento de 40,7% em relação ao ano anterior. Essa mudança demonstra como a nova política tributária impactou o mercado, gerando mais receita para o governo, mesmo com a diminuição das importações.

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