- O dólar fechou em queda, cotado a R$ 5,5070, no dia 23 de outubro.
- A desvalorização foi impulsionada por expectativas de cortes de juros pelo Federal Reserve e pela recuperação de ativos brasileiros.
- Os contratos futuros de dólar recuaram 0,63%, apesar das tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos.
- O mercado aguarda a divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) e dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
- A análise técnica indica a formação de um fundo duplo nos contratos de minidólar, sugerindo uma possível reversão altista, com resistência em 5.565/5.585 pontos.
O dólar encerrou a segunda-feira, 23 de outubro, em queda, cotado a R$ 5,5070, impulsionado por expectativas de cortes de juros pelo Federal Reserve e pela recuperação de ativos brasileiros. O movimento de alívio também foi refletido nos contratos futuros, que recuaram 0,63%, apesar das tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos.
Os investidores estão atentos às negociações diplomáticas, especialmente após Donald Trump sinalizar abertura para diálogo com o presidente Lula, mesmo diante de críticas ao tratamento dado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. No cenário interno, a divulgação da ata do Copom e os dados do Caged são aguardados, pois podem indicar espaço para alívio na política monetária local.
O boletim Focus trouxe uma leve melhora nas projeções de inflação, enquanto o Banco Central iniciou a rolagem de swaps cambiais. Para os traders de minidólar, o dia exigiu atenção ao câmbio, com foco nas sinalizações do Fed e nos ruídos políticos internos que ainda provocam volatilidade.
Análise Técnica
Os contratos de minidólar (WDOU25) com vencimento em setembro fecharam em baixa de 0,39%, cotados a 5.559 pontos. A análise do gráfico de 15 minutos mostra a formação de um fundo duplo, sugerindo uma possível reversão altista, caso haja volume comprador. Para confirmar essa tendência, é necessário romper a resistência em 5.565/5.585 pontos.
Se a pressão vendedora persistir, o suporte em 5.550/5.531,5 pontos será crucial. A perda desse patamar pode intensificar a queda, com alvos em 5.520,5/5.509 pontos. No gráfico diário, o ativo ainda não perdeu a estrutura de consolidação, oscilando entre os extremos, com atenção especial à mínima de 2025, em 5.437,5 pontos.
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