- Em agosto de 2005, uma quadrilha furtou quase R$ 165 milhões do Banco Central em Fortaleza, utilizando um túnel de 80 metros até o cofre.
- O crime foi descoberto em 8 de agosto, levando à Operação Toupeira da Polícia Federal, que prendeu dezenas de suspeitos e recuperou parte do dinheiro.
- Até o momento, cerca de R$ 60 milhões foram recuperados, com R$ 2,5 milhões encontrados em um caminhão-cegonha em Minas Gerais.
- Recentemente, em dezembro de 2023, Marcos Rogério Machado de Morais, um dos líderes da quadrilha, foi preso após estar foragido desde 2011.
- O caso continua a gerar interesse público e inspirou diversas obras literárias e audiovisuais, além de se tornar um ponto turístico em Fortaleza.
Na madrugada de 6 de agosto de 2005, uma quadrilha sofisticada realizou um dos maiores furtos da história do Brasil, levando quase R$ 165 milhões do Banco Central em Fortaleza. O crime, que se destacou pela ousadia e planejamento, envolveu a escavação de um túnel de 80 metros até o cofre da instituição, sem disparar um único tiro. A operação criminosa foi disfarçada sob a fachada de uma empresa de grama sintética, onde os criminosos trabalharam por meses.
O furto só foi descoberto na manhã de 8 de agosto, quando funcionários notaram a ausência do dinheiro. A Polícia Federal iniciou a Operação Toupeira, que resultou na prisão de dezenas de suspeitos e na recuperação de parte do montante, incluindo R$ 2,5 milhões encontrados em um caminhão-cegonha em Minas Gerais. Apesar das investigações, apenas cerca de R$ 60 milhões foram recuperados até agora.
Desdobramentos do Caso
O caso gerou uma série de ações penais, com 133 pessoas denunciadas, incluindo membros da quadrilha e seus financiadores. Entre os principais envolvidos, destacam-se Antônio Jussivan Alves dos Santos, conhecido como Alemão, e Davi Salviano da Silva, o Véi Davi. Alemão foi preso em 2008, enquanto outros, como Moisés Teixeira da Silva, o Tatuzão, foram capturados em 2009.
Recentemente, em dezembro de 2023, Marcos Rogério Machado de Morais, primo de Alemão e um dos articuladores do crime, foi preso após estar foragido desde 2011. O furto ao Banco Central não apenas impressionou pela sua execução, mas também desencadeou uma série de crimes colaterais, incluindo o sequestro e assassinato de um dos financiadores da operação.
Legado do Furto
Duas décadas após o crime, a história do furto ao Banco Central continua a fascinar o público e a inspirar obras literárias e audiovisuais. A casa que serviu como ponto de partida do túnel ainda existe e se tornou um ponto turístico, enquanto a estrutura original do túnel foi selada. O caso permanece como um símbolo da audácia criminosa e da complexidade das investigações policiais no Brasil.
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