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CNI contrata advogados e lobistas nos EUA para enfrentar tarifas e investigação de Trump

CNI contrata lobby e advocacia para contestar tarifas de 50% dos EUA, visando proteger exportações brasileiras e a indústria nacional

Indústria têxtil em Santa Catarina: setor vai ser um dos mais afetados por tarifaço de Trump (Foto: Márcia Foletto/Agência O Globo)
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  • A Confederação Nacional da Indústria (CNI) irá contratar um escritório de lobby e um escritório de advocacia para atuar contra as tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
  • O objetivo é defender os interesses do Brasil na investigação da Seção 301, sem recorrer ao Judiciário.
  • Atualmente, 77,8% das exportações brasileiras para os EUA estão sujeitas a tarifas adicionais, afetando setores como aço, alumínio, cobre, veículos e autopeças.
  • A investigação da Seção 301, conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), analisa práticas comerciais que limitam as exportações americanas ao Brasil.
  • Em 2024, as exportações brasileiras para os EUA totalizaram US$ 17,5 bilhões, com a indústria de transformação representando 69,9% desse valor.

As empresas brasileiras intensificam sua luta contra as tarifas de 50% impostas pelo governo de Donald Trump sobre produtos nacionais. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) anunciou a contratação de um escritório de lobby e um escritório de advocacia para defender os interesses brasileiros na investigação da Seção 301, sem recorrer ao Judiciário.

A CNI busca convencer o governo americano a reavaliar essas tarifas, que afetam significativamente as exportações brasileiras. Atualmente, 77,8% da pauta exportadora está sujeita a alguma forma de taxação adicional, incluindo tarifas de 10%, 40% e 50%, conforme as ordens executivas do governo dos EUA. Os produtos mais impactados incluem aço, alumínio, cobre, veículos e autopeças.

A investigação da Seção 301, conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), examina práticas comerciais que supostamente restringem as exportações americanas ao Brasil. Entre os pontos levantados estão questões como o sistema de pagamentos Pix, a venda de produtos falsificados e o desmatamento ilegal. O processo de investigação pode levar até 12 meses e envolve diálogo, mediação e possíveis correções.

Em 2024, as exportações brasileiras para os EUA totalizaram US$ 17,5 bilhões, com a indústria de transformação representando 69,9% desse valor. Os setores mais afetados pelas tarifas de 50% incluem vestuário e acessórios (14,6%), máquinas e equipamentos (11,2%) e produtos têxteis (10,4%). A CNI destaca a urgência de ações para mitigar os impactos dessas tarifas sobre a economia nacional.

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