- Exportadores de café do Brasil negociam com os Estados Unidos para reduzir ou isentar a tarifa de 50% sobre suas vendas, que entrou em vigor em 6 de setembro.
- O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) busca apoio de associações americanas, como a National Coffee Association (NCA), para ressaltar a interdependência comercial entre os dois países.
- Os Estados Unidos consomem mais de 24 milhões de sacas de café por ano, mas não produzem o suficiente para atender à demanda interna.
- As negociações visam não apenas a isenção total da tarifa, mas também a inclusão do café na lista de exclusão da taxa adicional de 40%, reduzindo a tributação para 10%.
- Apesar da diversificação para mercados na Europa e na Ásia, o mercado americano continua sendo essencial, representando 30% da oferta de café nos EUA.
Os exportadores de café do Brasil estão em negociações com os Estados Unidos para reduzir ou isentar a tarifa de 50% imposta sobre suas vendas, que começou a valer em 6 de setembro. O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) busca apoio de associações americanas, como a National Coffee Association (NCA), para destacar a interdependência entre os dois países no comércio de café.
O diretor-geral do Cecafé, Marcos Matos, enfatiza que os EUA são os maiores consumidores mundiais, absorvendo mais de 24 milhões de sacas de café por ano, e que o país não cultiva o produto em escala suficiente para atender à demanda interna. As negociações visam não apenas a isenção total da tarifa, mas também a inclusão do café na lista de exclusão da taxa adicional de 40%, reduzindo a tributação para 10%.
Novos Mercados e Desafios
A guerra comercial iniciada durante a presidência de Donald Trump evidenciou a necessidade de diversificação dos mercados. Países da Europa e da Ásia, como Índia e China, estão aumentando o consumo de café e podem se tornar alternativas para os exportadores brasileiros. Recentemente, a China habilitou 183 empresas brasileiras para exportar café, mas Matos alerta que isso não garante vendas imediatas, pois a comercialização depende da demanda das trades chinesas.
Apesar das novas oportunidades, o mercado americano continua sendo crucial. O Brasil responde por 30% da oferta de café nos EUA, e Matos ressalta que não se pode subestimar a importância desse mercado. A interdependência entre Brasil e Estados Unidos é um fator chave para o futuro das exportações de café, e o setor permanece otimista quanto a um desfecho favorável nas negociações.
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