- O programa Energy Star, da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA), promove a eficiência energética em edifícios e gera economias significativas.
- A administração Trump propôs cortes orçamentários que podem ameaçar a continuidade do programa.
- Entre as possíveis descontinuidades está o Energy Star Portfolio Manager, ferramenta essencial para a coleta de dados no setor imobiliário.
- Em 2022, mais de 330 mil edifícios utilizaram a plataforma, representando cerca de 25% do espaço comercial nos Estados Unidos.
- Organizações do setor estão mobilizadas para defender a continuidade do programa, alertando sobre os impactos negativos da privatização.
O programa Energy Star, administrado pela EPA, é um importante aliado na promoção da eficiência energética em edifícios nos Estados Unidos. Com milhares de participantes, o programa tem gerado economias significativas e reduzido emissões de carbono. No entanto, enfrenta um cenário preocupante devido a cortes orçamentários propostos pela administração Trump, que podem ameaçar sua continuidade.
A proposta de redução de orçamento inclui a possível descontinuação do Energy Star Portfolio Manager, uma ferramenta essencial para a coleta de dados e conformidade no setor imobiliário. Este software conecta proprietários de imóveis a utilitários e governos locais, facilitando a implementação de políticas de eficiência energética. Em 2022, mais de 330 mil edifícios utilizaram a plataforma, representando cerca de 25% do espaço comercial nos EUA.
A perda do Portfolio Manager significaria a extinção de um sistema crucial para a gestão de dados energéticos. Leia de Guzman, cofundadora da plataforma Cambio, destacou que sem esses dados, não há como planejar melhorias em eficiência energética. O programa gera anualmente US$ 14 bilhões em economias de custos de energia, evidenciando sua importância econômica.
Organizações do setor, como a National Association of Home Builders e a National Apartment Association, estão mobilizadas para defender a continuidade do Energy Star. Nicole Upano, da NAA, alertou que a privatização do programa poderia resultar em um sistema de taxas que aumentaria os custos para os usuários. A situação atual levanta preocupações sobre a eficácia e a acessibilidade das iniciativas de eficiência energética no futuro.
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