- O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, se reuniu em Brasília com Gabriel Escobar, encarregado de negócios da Embaixada dos Estados Unidos, um dia após a imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros.
- A tarifa afeta 35,9% das exportações do Brasil para os EUA, incluindo carne e café, enquanto produtos estratégicos como suco de laranja e aeronaves foram poupados.
- Alckmin enfatizou a importância do diálogo e a disposição do Brasil para discutir questões não tarifárias.
- Um plano de contingência está sendo elaborado para apoiar as empresas afetadas pela nova taxa.
- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou a intenção de negociar, mas reafirmou que o Brasil não se submeterá às exigências dos EUA.
Um dia após a implementação de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, se reuniu em Brasília com o encarregado de negócios da Embaixada dos EUA, Gabriel Escobar. O encontro, que ocorreu na sede do ministério, teve como foco a situação das exportações brasileiras, que foram significativamente afetadas pela nova medida.
A tarifa, anunciada pelo presidente Donald Trump, impacta 35,9% das exportações do Brasil para os EUA, conforme dados do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Embora produtos estratégicos como suco de laranja e aeronaves tenham sido poupados, itens essenciais do agronegócio, como carne e café, foram incluídos na lista de produtos tarifados.
Durante a reunião, Alckmin destacou a importância do diálogo contínuo e a disposição do Brasil para discutir questões não tarifárias. O vice-presidente também mencionou que um plano de contingência para apoiar as empresas afetadas pela sobretaxa está sendo elaborado e deve ser anunciado em breve.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já manifestou a disposição do Brasil para negociar, mas reafirmou que o país não se submeterá às exigências norte-americanas. Lula também descartou, por enquanto, a possibilidade de retaliação comercial, afirmando que o Brasil não adotará o mesmo comportamento de Trump.
Diante das preocupações de setores econômicos afetados, o governo brasileiro busca alternativas para mitigar os danos causados pela tarifa. O plano em desenvolvimento visa apoiar especialmente as empresas mais impactadas, com foco em minimizar os efeitos negativos da nova taxa sobre a economia nacional.
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