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Casas Bahia: a trajetória dos Mamonas e a nova gestão da empresa

Mapa Capital assume controle da Casas Bahia ao converter R$ 1,6 bilhão em dívidas em ações, visando reestruturação e redução de endividamento

Casas Bahia: varejista tem quase 70 anos de história (Foto: Adobe Stock/Divulgação)
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  • A gestora Mapa Capital se tornou a maior acionista da Casas Bahia, detendo 85% da empresa.
  • A conversão de R$ 1,6 bilhão em dívidas em ações faz parte de um processo de reestruturação financeira.
  • A dívida da Casas Bahia deve ser reduzida de R$ 4,55 bilhões para R$ 2,98 bilhões.
  • A nova gestão busca revitalizar a marca e restaurar sua relevância no mercado.
  • A trajetória da empresa inclui a venda para o Grupo Pão de Açúcar em 2009 e a fusão com o Ponto Frio em 2010.

A Casas Bahia passou a ter um novo controlador. A gestora Mapa Capital converteu R$ 1,6 bilhão em dívidas da varejista em ações, tornando-se a maior acionista com 85% da companhia. Essa mudança faz parte de um processo de reestruturação financeira, visando reduzir o endividamento e reorganizar a estrutura societária da empresa.

A trajetória da Casas Bahia é marcada por um forte vínculo com o consumo popular. Fundada em 1957 por Samuel Klein, a varejista se destacou ao oferecer crédito facilitado, especialmente para a classe C. Com mais de 900 lojas no Brasil, a empresa se tornou um ícone do varejo, famosa pelo seu mascote, o Baianinho, e pelo bordão “Dedicação total a você”.

Nos últimos anos, a empresa passou por diversas mudanças de controle. Em 2009, a família Klein vendeu a varejista para o Grupo Pão de Açúcar. Em 2010, ocorreu a fusão com o Ponto Frio, formando a Via Varejo. Desde então, a relação da família Klein com a empresa foi marcada por tensões e tentativas de reaproximação. Em 2019, Michael Klein liderou um grupo de investidores na compra da fatia do GPA em um leilão na B3.

A Mapa Capital, fundada por Beda e outros ex-executivos do Itaú BBA, se apresenta como uma gestora especializada em soluções de capital. A conversão das debêntures deve reduzir a dívida da Casas Bahia de R$ 4,55 bilhões para R$ 2,98 bilhões, diminuindo a alavancagem para 0,8 vez o EBITDA. A expectativa é que essa nova gestão, aliada ao desejo de retorno da família Klein, possa revitalizar a marca e restaurar sua relevância no mercado.

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