- A situação humanitária em Gaza se agrava, com doze mil crianças diagnosticadas com desnutrição aguda em julho, o maior número mensal já registrado.
- Desde janeiro, foram confirmadas noventa e nove mortes relacionadas à fome, incluindo trinta e cinco crianças.
- A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que cerca de duas mil e quinhentas crianças estão em estado grave e que a quantidade de suprimentos nutricionais é insuficiente.
- Dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) mostram que as internações por desnutrição quase dobraram de junho para julho, passando de seis mil trezentos e quarenta e quatro para onze mil oitocentos e setenta e sete casos.
- A entrada de ajuda humanitária permanece restrita, não atendendo às necessidades de dois milhões e duzentos mil habitantes do enclave.
GENEBRA (Reuters) – A situação humanitária em Gaza se agrava, com 12.000 crianças diagnosticadas com desnutrição aguda em julho, o maior número mensal já registrado. O alerta foi feito pelo diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, nesta quinta-feira. Desde janeiro, 99 mortes relacionadas à fome foram confirmadas, incluindo 35 crianças.
A OMS destaca que cerca de 2.500 crianças estão em estado grave, e o volume de suprimentos nutricionais é insuficiente para evitar uma deterioração ainda maior. O representante da OMS para o Território Palestino Ocupado, Rik Peeperkorn, enfatizou a necessidade urgente de diversificação alimentar e aumento da ajuda humanitária.
Crise Alimentar
Dados do Unicef revelam que as internações por desnutrição quase dobraram de junho para julho, passando de 6.344 para 11.877 casos. A escassez de alimentos é alarmante, com 81% das famílias em Gaza apresentando padrões alimentares considerados “muito pobres”, um aumento significativo em relação a 33% em abril.
Relatórios das Nações Unidas reforçam a gravidade da situação. A entrada de ajuda humanitária permanece restrita, não atendendo às necessidades de 2,2 milhões de habitantes do enclave. A OMS alerta que a atual quantidade de ajuda é insuficiente para evitar um colapso nutricional, enquanto a população enfrenta uma crise sem precedentes.
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