- O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, iniciou negociações com o Japão para abrir o mercado japonês à carne bovina paulista.
- A reunião com o vice-cônsul japonês, Tomu Shimizu, destacou a rastreabilidade e a qualidade do produto.
- Uma missão técnica japonesa está prevista para visitar propriedades e confinamentos no estado ainda neste semestre.
- O Brasil foi declarado livre de febre aftosa pela Organização Mundial de Saúde Animal em maio de 2023, mas a abertura do mercado japonês depende de negociações.
- O governo federal também participa das tratativas, priorizando frigoríficos do Sul do Brasil, que já possuem o reconhecimento necessário.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, iniciou negociações com o Japão para abrir o mercado japonês à carne bovina paulista. A reunião com o vice-cônsul japonês, Tomu Shimizu, ocorreu para destacar a rastreabilidade e a qualidade do produto, além de uma missão técnica japonesa prevista para o estado.
O setor de carne bovina enfrenta desafios devido a tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos, resultando em um prejuízo estimado de US$ 1 bilhão. A proximidade de São Paulo ao porto de Santos facilita a logística de exportação. O deputado estadual Lucas Bove (PL) ressaltou que a carne de gado criado em confinamento é mais apreciada pelos japoneses em comparação ao gado a pasto.
A Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo informou que mantém diálogo constante com o consulado japonês. A expectativa é que uma missão técnica japonesa visite propriedades e confinamentos ainda neste semestre, visando ampliar as exportações e criar novas oportunidades para os produtores locais. O Brasil foi declarado livre de febre aftosa pela Organização Mundial de Saúde Animal em maio de 2023, mas a abertura do mercado japonês ainda depende de negociações complexas.
O Japão, que importa cerca de 700 mil toneladas de carne bovina anualmente, prioriza estados brasileiros livres de febre aftosa sem vacinação. O governo federal também está envolvido nas tratativas, focando inicialmente nos frigoríficos do Sul, que já possuem o reconhecimento necessário. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, destacou que a abertura do mercado japonês é uma prioridade e que as negociações estão sendo aceleradas.
Frigoríficos de pequeno e médio porte pressionam por inclusão nas negociações. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) pediu agilidade nas tratativas, visando a habilitação de frigoríficos de todo o Brasil. A abertura do mercado japonês é uma meta antiga da indústria de carnes brasileira, que busca atender a um mercado exigente e lucrativo.
Entre na conversa da comunidade