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Marcas de luxo investem em narrativas próprias para conquistar consumidores

Marcas como Nike e Dior priorizam conteúdo próprio e vozes internas, buscando autenticidade e conexão genuína com o público

Marcas estão apostando em suas próprias histórias, além dos influenciadores — Foto: Getty Images
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  • Marcas como Nike e Dior estão mudando suas estratégias de marketing, reduzindo a dependência de influenciadores famosos.
  • As empresas agora investem em conteúdo próprio e promovem executivos como vozes centrais.
  • O especialista em autoridade pública, Sternberg Cherkesian, afirma que estamos vendo o “fim da influência alugada”.
  • A Nike cria vídeos institucionais em estúdios internos, enquanto a Dior utiliza tecnologia de realidade aumentada em desfiles.
  • Embora influenciadores ainda sejam relevantes, a prioridade é a autenticidade e a conexão genuína com o público.

As grandes marcas, como Nike e Dior, estão mudando suas estratégias de marketing, deixando de lado a dependência de influenciadores famosos e apostando em conteúdo próprio. Essa transição reflete um movimento em direção a uma comunicação mais autêntica e estruturada.

Nos últimos anos, celebridades como Kim Kardashian e Bella Hadid dominaram campanhas publicitárias. No entanto, agora executivos das próprias empresas estão emergindo como as novas vozes centrais. Gigantes do setor, incluindo Unilever e LVMH, estão investindo em narrativas internas, promovendo seus líderes como porta-vozes da marca.

Sternberg Cherkesian, especialista em autoridade pública, destaca que estamos vendo o “fim da influência alugada”. Ele afirma que a nova moeda da relevância é a autoria, enfatizando a importância de marcas construírem sua própria voz. O CEO da NVIDIA, Jensen Huang, exemplifica essa mudança, tornando-se uma figura proeminente em eventos e campanhas da empresa.

Mudança de Foco

A Nike, por exemplo, está investindo em estúdios internos para criar vídeos institucionais, enquanto a Dior desenvolve desfiles imersivos com tecnologia de realidade aumentada. Embora celebridades ainda desempenhem um papel importante em campanhas, a estratégia agora prioriza consistência e conexão genuína com o público.

Projeções indicam que o mercado global de influência digital deve ultrapassar US$ 22 bilhões até 2025. Contudo, as marcas estão reavaliando seus investimentos, priorizando vozes de nicho e conteúdo autoral. Cherkesian observa que a construção de autoridade não pode ser terceirizada, pois marcas que não desenvolvem sua própria voz se tornam vulneráveis a influências externas.

Essa nova abordagem não elimina a presença de influenciadores, mas redefine o papel deles dentro de uma estratégia mais ampla. A busca por autenticidade e propósito está moldando o futuro das campanhas publicitárias, refletindo uma evolução nas dinâmicas de comunicação entre marcas e consumidores.

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