- Os estados brasileiros conhecidos como “onças” enfrentam uma sobretaxa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos como café, minério de ferro e carne bovina.
- Essa medida pode resultar em perdas de até 0,3% a 0,13% no PIB desses estados em 2024.
- O grupo das “onças” inclui Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Paraná, Goiás, Santa Catarina, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
- Em 2024, as exportações desses estados totalizaram US$ 159,7 bilhões, com 9% destinados aos EUA, representando 36% das exportações brasileiras para o país.
- A análise da Futura, braço de inteligência da Apex Partners, destaca a vulnerabilidade desses estados a mudanças nas políticas comerciais dos EUA.
Os estados brasileiros conhecidos como “onças” enfrentam um desafio significativo devido à sobretaxa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos essenciais como café, minério de ferro e carne bovina. Essa medida, que afeta diretamente as exportações, pode resultar em perdas de até 0,3% a 0,13% no PIB desses estados em 2024.
O grupo das “onças” é composto por Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Paraná, Goiás, Santa Catarina, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Esses estados são fundamentais para o agronegócio brasileiro, com uma forte dependência das exportações para os EUA. Em 2024, as exportações desses estados totalizaram US$ 159,7 bilhões, dos quais 9% foram destinados ao mercado norte-americano, representando 36% das exportações brasileiras para os EUA.
Os dados revelam que, no ano passado, os estados exportaram quase 97% do minério de ferro (US$ 379,8 milhões), 89% do café (US$ 1,7 bilhão) e 74% da carne bovina (US$ 654,4 milhões) para os EUA. A expectativa é que, se a situação permanecer inalterada, o crescimento econômico dessas regiões será inferior ao esperado.
A análise da Futura, braço de inteligência da Apex Partners, destaca que a dependência dos EUA, embora menor que a média nacional, torna esses estados vulneráveis a mudanças nas políticas comerciais. A imposição da sobretaxa, uma estratégia do governo Trump, pode impactar severamente a economia local, que já enfrenta desafios estruturais.
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