- Um relatório da Moody’s indica que 9% das empresas latino-americanas estão expostas ao comércio com os Estados Unidos.
- O México é o país mais afetado, com 76% de suas exportações destinadas aos EUA.
- Os setores automotivo e de energia são os mais vulneráveis a riscos tarifários.
- O Brasil enfrenta tarifas de 50% em produtos importados pelos EUA, enquanto o Chile se destaca pela alta exposição macroeconômica.
- O México conseguiu prorrogar a implementação de novas tarifas por 90 dias enquanto negocia um acordo.
Um relatório da Moody’s revela que 9% das empresas latino-americanas estão expostas ao comércio com os Estados Unidos, com o México sendo o país mais afetado. Os setores automotivo e de energia se destacam como os mais vulneráveis a riscos relacionados às tarifas impostas pelo governo americano.
A análise abrange cerca de 3,5 mil empresas não financeiras com rating global, mostrando que as companhias da América Latina enfrentam maior exposição aos riscos tarifários em comparação com empresas da Ásia-Pacífico e Europa. Apesar disso, a qualidade de crédito da maioria das empresas não financeiras da região não deve ser severamente impactada, já que apenas 9% estão diretamente ligadas ao comércio com os EUA.
Setores em Risco
Os dados indicam que 21% das empresas têm alta exposição a choques macroeconômicos e 10% à volatilidade do mercado financeiro. O México apresenta a maior vulnerabilidade, com 76% de suas exportações destinadas aos EUA. O Brasil e o Chile também são destacados, com o Brasil enfrentando tarifas de 50% em produtos importados pelos EUA, enquanto o Chile se destaca pela alta exposição macroeconômica, especialmente em setores como metais e químicos.
O relatório menciona que o México conseguiu prorrogar a implementação de novas tarifas por 90 dias enquanto negocia um acordo. As tarifas variam por produto, incluindo isenções para alguns itens. No Brasil, quase 700 itens estão isentos, como aeronaves e petróleo.
Empresas em Destaque
Entre as empresas mencionadas, estão o grupo mexicano de mineração Fresnillo, a fabricante brasileira do setor aeroespacial Embraer e a produtora agrícola peruana Camposol. A Embraer, por sua vez, se beneficia das isenções ao setor aeroespacial, o que pode mitigar os impactos das tarifas.
Essas dinâmicas revelam um cenário complexo para as empresas latino-americanas, que precisam se adaptar rapidamente às mudanças nas políticas comerciais dos EUA.
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