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Debate sobre tributação de remessas de empresas ao exterior ganha força no Brasil

A Abrasca contesta a nova tributação de 10% sobre dividendos ao exterior, alertando para riscos ao investimento no Brasil

Deputado Arthur Lira (PP-AL), relator da proposta de reforma do IR (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)
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  • O relator Arthur Lira propôs isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil, visando compensar a perda de arrecadação.
  • A inclusão de uma tributação de 10% sobre remessas de dividendos ao exterior para pessoas jurídicas gerou controvérsia.
  • A Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca) questiona essa nova taxa, defendendo que a discussão deve focar apenas em pessoas físicas.
  • O professor de Finanças da Fundação Getulio Vargas, Joelson Sampaio, alertou que a tributação pode aumentar o risco percebido por investidores e desestimular investimentos no Brasil.
  • A Abrasca planeja lutar pela exclusão da tributação durante as discussões no plenário da Câmara e no Senado, unindo forças com mais de 20 frentes parlamentares.

Entre as propostas do relator Arthur Lira (PP-AL) para compensar a perda de arrecadação, destaca-se a isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil. Contudo, a inclusão de uma tributação de 10% sobre remessas de dividendos ao exterior gerou controvérsia.

A Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca) questiona a aplicação dessa nova taxa para pessoas jurídicas, defendendo que a discussão deve se restringir a pessoas físicas. A entidade, que representa quase 500 empresas listadas na B3, apoia o projeto de isenção, mas considera que a tributação sobre dividendos pode prejudicar as empresas.

Durante um debate em Brasília, o professor de Finanças da FGV, Joelson Sampaio, enfatizou a necessidade de cautela nas mudanças tributárias que afetam pessoas jurídicas. Ele alertou que a inclusão dessa tributação pode aumentar a percepção de risco para investidores, o que poderia impactar negativamente a economia.

Sampaio também mencionou que, em 1996, uma proposta que isentava o imposto de renda sobre dividendos resultou em aumento do investimento estrangeiro e melhor desempenho das empresas. Ele expressou preocupação de que a nova tributação possa ter um efeito reverso, desestimulando investimentos no Brasil.

A Abrasca planeja lutar pela exclusão da tributação sobre remessas de empresas quando a proposta for discutida no plenário da Câmara e no Senado. A entidade está unindo forças com mais de 20 frentes parlamentares para apresentar emendas e buscar um diálogo mais amplo com os deputados. O professor Sampaio reiterou a importância de separar as discussões sobre tributação de pessoas físicas e jurídicas para evitar riscos à política pública.

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