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Empresas de energia limpa aproveitam projeto orçamentário de Trump para crescer

Trump propõe projeto orçamentário que pode impulsionar fabricantes americanos de energia limpa e restringir concorrência estrangeira

Linha de montagem de painéis solares da First Solar em Ohio, nos EUA (Foto: Megan Jelinger - 8.jul.2022/Reuters)
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  • O projeto orçamentário do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, gera reações mistas no setor de energia limpa.
  • A proposta remove incentivos do governo Biden que beneficiavam fontes renováveis, mas empresas como a First Solar veem oportunidades de crescimento.
  • As novas regras restringem a concorrência de empresas estrangeiras, o que pode fortalecer fabricantes americanos.
  • A First Solar planeja transferir parte de sua produção da Malásia e Vietnã para os Estados Unidos para garantir créditos fiscais.
  • Apesar do crescimento esperado, o setor enfrenta um resfriamento nos investimentos, com empresas como a NextEra Energy buscando aumentar sua participação de mercado.

O projeto orçamentário do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está gerando reações mistas no setor de energia limpa. Embora a proposta remova incentivos criados pelo governo Biden, que beneficiavam fontes renováveis, algumas empresas, como a First Solar, veem uma oportunidade de crescimento. A fabricante de painéis solares afirmou que as novas regras que restringem a concorrência estrangeira a colocaram “em uma posição de maior força”.

Com a Inflation Reduction Act de Biden, empresas chinesas podiam acessar créditos fiscais, o que gerou descontentamento entre concorrentes americanos. O projeto de Trump introduziu restrições que dificultam a participação de empresas de países adversários, o que, segundo o CEO da First Solar, Mark Widmar, pode limitar a fabricação solar chinesa nos EUA.

Oportunidades e Desafios

A retirada de empresas estrangeiras do mercado e a imposição de tarifas podem permitir que fabricantes americanos aumentem seus preços em um cenário de demanda crescente, especialmente com o aumento da energia impulsionado pelo “boom dos centros de dados”. A First Solar anunciou planos para transferir parte de sua produção da Malásia e Vietnã para os EUA, buscando garantir créditos fiscais antes dos prazos finais.

Além disso, o projeto de Trump oferece a possibilidade de travar créditos fiscais para projetos planejados até 2030, uma proteção conhecida como “safe harbour”. No entanto, um decreto recente orientou o secretário do Tesouro a apertar as regras para evitar manipulações. Analistas do setor alertam que isso pode aumentar os custos e a competição por materiais, levando a uma possível consolidação no mercado.

Perspectivas do Setor

Apesar das expectativas de crescimento, o setor de energia renovável enfrenta um resfriamento nos investimentos. Empresas como a NextEra Energy estão se preparando para capturar participação de mercado de concorrentes que não conseguiram garantir o “safe harbour”. O CEO da NextEra, John Ketchum, destacou que a competição pode diminuir, especialmente entre desenvolvedores menores.

Embora a atividade em renováveis tenha acelerado, analistas apontam que o foco pode mudar para projetos de gás ou para o exterior. A demanda por energia renovável, no entanto, deve persistir, com custos competitivos em comparação ao gás. De acordo com a Lazard, o custo da energia solar varia de US$ 38 a US$ 78 por megawatt-hora, enquanto o gás está entre US$ 48 a US$ 109 por megawatt-hora.

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