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Petrobras descarta pagamento de dividendos extraordinários em 2025

Petrobras reduz expectativas de dividendos extraordinários devido à queda no preço do petróleo e aumento nas despesas operacionais

Cartazes cobrem um muro em frente à sede da Petrobras, estatal de petróleo brasileira, em protesto contra a exploração de petróleo na Amazônia, no Rio de Janeiro, Brasil 30/05/2025 (Foto: REUTERS/Pilar Olivares)
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  • A Petrobras anunciou que a probabilidade de distribuir dividendos extraordinários em 2025 é baixa.
  • O diretor financeiro da empresa, Fernando Melgarejo, atribuiu essa situação à queda no preço do petróleo e ao aumento das despesas operacionais.
  • A companhia já havia distribuído R$ 11,72 bilhões em dividendos no primeiro trimestre, mas o valor não atendeu às expectativas do mercado.
  • A estatal planeja pagar R$ 8,66 bilhões em dividendos ordinários referentes ao segundo trimestre, com 28,67% desse montante destinado ao governo federal.
  • A Petrobras mantém a meta de investimentos para 2025 em US$ 18,5 bilhões, mas poderá reavaliar os projetos devido aos preços mais baixos do petróleo.

Após a divulgação de resultados decepcionantes no segundo trimestre de 2025, a Petrobras (PETR3; PETR4) anunciou que a probabilidade de distribuir dividendos extraordinários neste ano é baixa. O diretor financeiro da companhia, Fernando Melgarejo, destacou que a queda no preço do petróleo e o aumento das despesas operacionais impactaram a geração de caixa.

Durante a teleconferência de resultados, Melgarejo afirmou que, com a cotação do petróleo em torno de US$ 60, a empresa enfrenta dificuldades para realizar pagamentos adicionais. Ele explicou que a distribuição de dividendos extraordinários depende de um excedente de caixa que supere as necessidades operacionais, o que atualmente não se verifica. A Petrobras já havia distribuído R$ 11,72 bilhões em dividendos no primeiro trimestre, mas o valor ficou abaixo das expectativas do mercado.

Despesas e Investimentos

A estatal planeja pagar R$ 8,66 bilhões em dividendos ordinários referentes ao segundo trimestre, com 28,67% desse montante destinado ao governo federal. Melgarejo reconheceu que os resultados recentes podem ter frustrado investidores, mas acredita que essa reação será temporária. Além disso, a empresa enfrenta um aumento significativo nas despesas operacionais, especialmente devido aos gastos com o Acordo de Individualização da Produção da Jazida Compartilhada de Jubarte, que totalizaram R$ 3,849 bilhões.

A Petrobras mantém sua meta de investimentos para 2025 em US$ 18,5 bilhões, mas Melgarejo indicou que os projetos poderão ser reavaliados. Ele afirmou que a companhia irá considerar os preços mais baixos do petróleo ao revisar suas premissas. “Os projetos que não se mostrarem viáveis poderão ser postergados ou ajustados para reduzir custos”, disse o CFO. A empresa também registrou um impairment de ativos e investimentos no valor de R$ 1,041 bilhão, o que pressiona ainda mais seus resultados financeiros.

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