- O evento Blockchain.RIO, realizado no Rio de Janeiro, destacou o potencial das stablecoins para o setor financeiro.
- Executivos de bancos afirmaram que essas criptomoedas podem gerar um mercado de $ 2 trilhões até 2028.
- André Portilho, do BTG Pactual, afirmou que todas as fintechs se tornarão empresas de cripto, comparando essa evolução à do e-commerce.
- José Augusto Antunes, do Itaú, previu rápida adaptação das empresas à tecnologia blockchain, citando o exemplo do Uber.
- A demanda por produtos relacionados a stablecoins está crescendo, com iniciativas já em desenvolvimento por BTG, Itaú e outras empresas.
Na última quinta-feira, 7, o evento Blockchain.RIO, realizado no Rio de Janeiro, destacou o potencial das stablecoins para transformar o setor financeiro. Durante o painel “Stablecoins e adoção em massa: o futuro dos pagamentos globais”, executivos de bancos e empresas do setor discutiram como essas criptomoedas, que têm seu valor atrelado a ativos como o dólar, podem gerar um mercado de US$ 2 trilhões até 2028.
André Portilho, sócio e head de Digital Assets no BTG Pactual, afirmou que “toda fintech vai ser uma empresa de cripto” devido à integração das stablecoins nas finanças tradicionais. Ele comparou essa evolução à ascensão do e-commerce, que, inicialmente, coexistia com o comércio tradicional, mas que, com o tempo, se tornou parte integrante do mercado. Portilho destacou que as stablecoins oferecem ganhos de eficiência, segurança e redução de custos.
José Augusto Antunes, head de Digital Assets do Itaú, reconheceu a resistência de algumas empresas em adotar a tecnologia blockchain, mas previu uma adaptação rápida em “um ou dois anos”. Ele citou o exemplo do Uber, que começou como uma solução de nicho e se tornou um gigante do setor de mobilidade. Antunes acredita que, assim como o Uber, as stablecoins ganharão popularidade e forçarão as instituições a se adaptarem rapidamente.
Demanda Crescente
Os executivos também mencionaram a crescente demanda por produtos relacionados a stablecoins. O BTG e a Ripple já desenvolveram suas próprias moedas, BTG Dol e RLUSD, enquanto o Itaú, Redot Pay e Azify estão explorando iniciativas similares. Maria Isabel Carvalho, da Ripple, destacou que a menor volatilidade e a eficiência das stablecoins têm impulsionado essa demanda.
Victor Mendes, country manager da Redot Pay, observou que a evolução das stablecoins é impulsionada pela demanda dos clientes, que estão cada vez mais interessados em produtos que integrem essa tecnologia. Gustavo Siuves, da Azify, acrescentou que as stablecoins locais, como BRZ e BRL1, também devem ganhar força, ampliando as possibilidades de integração com o mercado tradicional.
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