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Brasileiros aumentam investimentos no Tesouro Direto e total chega a R$ 180 bilhões

Investidores aumentam a busca por títulos do Tesouro Direto, aproveitando a taxa Selic de 15% e a segurança dos ativos públicos

Cédula de R$ 100. (Foto: Gabriel Cabral - 20.nov.2023/Folhapress)
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  • A taxa Selic está em 15% ao ano, estimulando o investimento em renda fixa, especialmente no Tesouro Direto.
  • O estoque de títulos do Tesouro Direto cresceu 2,4% em um mês e 25,9% em um ano, totalizando R$ 180,4 bilhões.
  • O número de investidores aumentou para 3,04 milhões, com uma média de investimento de R$ 59,3 mil por pessoa.
  • A maioria dos investidores é do sexo masculino (72,9%) e tem entre 26 e 45 anos (57%).
  • Especialistas recomendam maior exposição a títulos pós-fixados, como o Tesouro Selic, devido à expectativa de estabilidade na taxa de juros.

A taxa Selic permanece em 15% ao ano, impulsionando a busca por investimentos em renda fixa, especialmente os títulos do Tesouro Direto. Este programa, que permite a compra de títulos públicos federais por pessoas físicas, viu seu estoque crescer 2,4% em um mês e 25,9% em um ano, atingindo R$ 180,4 bilhões no final do segundo trimestre.

O número de investidores, embora tenha aumentado, cresceu a uma taxa de 14,3% nos últimos doze meses, totalizando 3,04 milhões de CPFs com títulos. O economista-chefe do Grupo Lev, Jason Vieira, destaca que a combinação de uma taxa de juros reais alta e uma poupança com rendimento baixo torna o Tesouro Direto uma opção atraente e segura. Atualmente, o Tesouro Selic oferece um retorno bruto anual de 15,1% para o título com vencimento em 2031.

Perfil dos Investidores

A média de investimento por pessoa no Tesouro Direto é de R$ 59,3 mil, embora 57,1% das compras sejam de valores abaixo de R$ 1.000. A maioria dos investidores é composta por homens (72,9%) com idades entre 26 e 45 anos (57%), concentrados na região Sudeste (51,9%). A maior parte do estoque está em títulos atrelados à inflação, com 51,4% em Tesouro IPCA+, seguido por 36% em Tesouro Selic.

Os analistas recomendam uma maior exposição a títulos pós-fixados, que acompanham a Selic, já que a expectativa é de que a taxa permaneça estável até o próximo ano. Lucas Constantino, estrategista-chefe da GCB Investimentos, sugere que os investidores aproveitem a oportunidade de retorno com liquidez, priorizando o Tesouro Selic.

Expectativas Futuras

Com a previsão de um IPCA de 4,44% nos próximos 12 meses, o Tesouro IPCA+ com vencimento em 2029 deve render 12,3% no próximo ano. Os títulos prefixados, embora ofereçam rentabilidade fixa, exigem que o investidor mantenha o título até o vencimento para evitar perdas. Especialistas alertam que a conformidade com o perfil de risco é essencial para determinar a alocação entre renda fixa e variável na carteira de investimentos.

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