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Visa investe em stablecoins e busca equilibrar receitas com novas oportunidades

Visa investe em stablecoins e busca parcerias para expandir sua atuação no mercado global de pagamentos, enfrentando crescente concorrência e desafios regulatórios

Pagamentos com stablecoins, embora teoricamente mais baratos, exigem serviços, como detecção de fraudes (Foto: Nathan Laine/Bloomberg)
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  • A Visa processa trilhões de dólares anualmente e busca integrar stablecoins ao seu modelo de negócios.
  • Cuy Sheffield, chefe de criptografia da Visa, está expandindo o uso de stablecoins por meio de parcerias com bancos e fintechs.
  • A empresa considera lançar sua própria stablecoin e já processou mais de US$ 200 milhões em liquidações desse tipo.
  • O mercado de stablecoins cresceu 62% no último ano, alcançando quase US$ 269 bilhões, mas ainda representa menos de 1% dos fluxos monetários globais.
  • A Visa firmou um acordo com a Yellow Card para utilizar stablecoins em operações na África, visando facilitar pagamentos internacionais.

Durante décadas, a Visa tem sido uma referência no setor de pagamentos globais, processando trilhões de dólares anualmente. Com o crescimento das stablecoins, a empresa enfrenta um desafio crucial: integrar essa nova forma de pagamento sem comprometer seu modelo de negócios tradicional. Cuy Sheffield, chefe de criptografia da Visa, lidera essa transformação.

Nos últimos meses, Sheffield tem expandido o uso de stablecoins, estabelecendo parcerias com bancos e fintechs. A Visa está considerando até mesmo o lançamento de sua própria stablecoin. Sheffield afirma que as stablecoins representam “apenas outro mecanismo de troca de valores”, com potencial para ampliar significativamente o mercado endereçável da empresa.

O mercado de stablecoins cresceu 62% no último ano, alcançando quase US$ 269 bilhões. Apesar disso, as transações diárias ainda representam menos de 1% dos fluxos monetários globais. Sheffield acredita que a Visa pode atuar como uma ponte, utilizando sua infraestrutura para integrar stablecoins ao comércio tradicional. A empresa já processou mais de US$ 200 milhões em liquidações de stablecoins, um valor ainda pequeno em comparação aos US$ 16 trilhões em pagamentos totais.

Oportunidades e Desafios

A Visa também está explorando o uso de stablecoins em economias emergentes, onde o acesso a serviços bancários é limitado. Recentemente, a empresa firmou um acordo com a Yellow Card, que opera em diversos países africanos, para utilizar stablecoins em operações de tesouraria e transferências internacionais. A expectativa é que as stablecoins possam se tornar um padrão para pagamentos internacionais fora dos EUA.

Entretanto, a concorrência deve aumentar à medida que gigantes como PayPal e Stripe também investem nesse setor. A pressão regulatória e a necessidade de adaptação às novas regras podem impactar o futuro da Visa. Sheffield, que está na empresa desde 2015, destaca que seu trabalho atual se concentra em integrar stablecoins à plataforma VisaNet, permitindo liquidações mais rápidas e eficientes.

A Visa continua a ser um operador poderoso, com ações subindo 30% no último ano e receita crescendo 14%. Contudo, o impacto das stablecoins no longo prazo permanece incerto, e a empresa deve se adaptar para não perder participação de mercado.

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