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Hablantes de línguas indígenas e crianças são os mais afetados pela pobreza no México

Grupos vulneráveis, como falantes de línguas indígenas, enfrentam taxas alarmantes de pobreza extrema, apesar da queda geral nos índices de pobreza

Foto: Reprodução
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  • O Instituto Nacional de Estatística e Geografia (Inegi) divulgou novos dados sobre a pobreza multidimensional no México, revelando que 38,5 milhões de pessoas vivem em condições de pobreza, uma redução em relação aos 46,8 milhões anteriores.
  • A atualização é a primeira realizada pelo Inegi após a extinção do Coneval, que foi criticado pelo governo atual.
  • Grupos vulneráveis, como falantes de línguas indígenas, enfrentam taxas alarmantes de pobreza extrema, com 29% dessa população nessa condição.
  • Os estados do sul do México, como Chiapas, Guerrero e Oaxaca, apresentam os maiores índices de pobreza, enquanto Baja California e Baja California Sur têm as menores taxas.
  • O estudo também destaca que 48,2% dos mexicanos não têm acesso à segurança social, o que limita o acesso a serviços médicos e sociais.

O Instituto Nacional de Estatística e Geografia (Inegi) divulgou, nesta quarta-feira, os novos dados sobre a pobreza multidimensional no México, revelando que 38,5 milhões de pessoas vivem em condições de pobreza, uma queda em relação aos 46,8 milhões registrados anteriormente. A atualização, que ocorre a cada dois anos, é a primeira realizada pelo Inegi após a extinção do Coneval, criticado pelo governo atual.

Apesar da redução geral, grupos vulneráveis, como os falantes de línguas indígenas, enfrentam taxas alarmantes de pobreza extrema. O estudo aponta que 29% dessa população vive em pobreza extrema, enquanto a média nacional é de apenas 5,3%. Além disso, 37,1% dos falantes de idiomas originários estão em situação de pobreza moderada. Entre os que não sabem ler nem escrever, 35,7% vivem em pobreza moderada e 14,8% em pobreza extrema.

Desigualdade Regional

Os estados do sul do México apresentam os maiores índices de pobreza. Em Chiapas, 66% da população é considerada pobre, seguido por Guerrero com 58,1% e Oaxaca com 35,3%. Esses estados também têm as maiores taxas de pobreza extrema, com 27,1% em Chiapas, 21,3% em Guerrero e 16,3% em Oaxaca. Em contraste, Baja California e Baja California Sur têm as menores taxas, com apenas 10% da população vivendo em pobreza.

Fatores de Vulnerabilidade

O estudo do Inegi também destaca que 48,2% dos mexicanos não têm acesso à segurança social, o que limita o acesso a serviços médicos e sociais. Além disso, 34% da população não conta com seguro médico, o que agrava as condições de saúde e bem-estar. A pesquisa revela que a maior parte da renda dos mexicanos provém do trabalho subordinado, com 45,8% dos mais pobres dependendo desse tipo de emprego.

A nova metodologia do Inegi, que mantém os parâmetros do Coneval, foi criticada por especialistas que alertam sobre possíveis conflitos de interesse ao permitir que a mesma instituição que mede a economia também avalie a pobreza. A redução de 1,7% na pobreza extrema e de 5% na pobreza moderada, no entanto, traz um alívio em meio a um cenário ainda desafiador para muitos mexicanos.

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