- A taxa de desocupação do Brasil caiu para 5,8% no segundo trimestre de 2023, o menor índice desde 2012, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
- Dezoito estados apresentaram redução na taxa, enquanto nove mantiveram o índice estável.
- Pernambuco tem a maior taxa, com 10,4%, seguido por Bahia (9,1%) e Distrito Federal (8,7%). Santa Catarina registra a menor taxa, com 2,2%.
- A taxa de informalidade no Brasil é de 37,8%, com Maranhão (56,2%), Pará (55,9%) e Bahia (52,3%) apresentando as maiores taxas.
- O Banco Central expressa preocupação com a inflação que pode surgir do aquecimento do mercado de trabalho, mantendo a Selic em 15% ao ano.
A taxa de desocupação do Brasil caiu para 5,8% no segundo trimestre de 2023, conforme dados da Pnad Contínua divulgados pelo IBGE. Este é o menor índice desde o início da série histórica, em 2012. A redução foi observada em 18 estados, enquanto as outras nove mantiveram a taxa estável.
Entre os estados, Pernambuco apresenta a maior taxa, com 10,4%, seguido por Bahia (9,1%) e Distrito Federal (8,7%). Em contrapartida, Santa Catarina se destaca com a menor taxa do país, 2,2%, uma queda significativa em relação ao trimestre anterior. O analista William Kratochwill ressaltou que a redução da desocupação ocorreu em todas as regiões do Brasil.
Desigualdades Regionais
Apesar dos avanços, as desigualdades regionais continuam a ser um desafio. Enquanto estados como Santa Catarina desfrutam de um mercado de trabalho aquecido, outros, como Pernambuco, enfrentam dificuldades. A taxa pernambucana, que se manteve acima de 10%, indica que a recuperação econômica não é uniforme.
Os dados também revelam disparidades de gênero e raça. A taxa de desocupação foi de 4,8% para homens e 6,9% para mulheres. Quando analisada por cor, a taxa é de 4,8% para brancos, 7,0% para pretos e 6,4% para pardos. Entre aqueles com ensino médio incompleto, a taxa de desocupação é de 9,4%, enquanto para os com nível superior completo, cai para 3,2%.
Informalidade e Mercado de Trabalho
A taxa de informalidade no Brasil é de 37,8% da população ocupada. Os estados com as maiores taxas de informalidade incluem Maranhão (56,2%), Pará (55,9%) e Bahia (52,3%). Em contraste, Santa Catarina (24,7%) e São Paulo (29,2%) apresentam as menores taxas.
Embora a queda na taxa de desemprego seja positiva, o Banco Central expressa preocupação com a inflação que pode surgir desse aquecimento do mercado de trabalho. Na última reunião do Copom, a Selic foi mantida em 15% ao ano, com a expectativa de estabilização do cenário econômico. O comitê observou que, apesar da moderação no crescimento, o mercado de trabalho ainda demonstra dinamismo.
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